Autarquias de Amares e Terras de Bouro pedem reprogramação de fundos comunitários e rejeitam devolver dinheiro

As autarquias de Amares e Terras de Bouro, no âmbito da CIM-Cávado, pediram a reprogramação de fundos comunitários atribuídos em várias rubricas, mas não gastos por não terem onde investir o dinheiro. Com o governo a exigir o uso dessas quantias sob pena de devolução dos fundos, as autarquias juntaram-se para apresentarem uma solução.

Numa recente reunião com a Ministra da Coesão, na CIM-Cávado em Braga, um encontro onde os autarcas foram muito duros para com a intenção do governo, os presidentes de Câmara pediram a Ana Abrunhosa que permitisse a criação de uma nova ‘gaveta’ onde estivessem incluídos o PARU e o PAMUS para gastarem a verba.

Só para se ter um exemplo, Amares tem cerca de um milhão de euros sem utilizar e Terras de Bouro um milhão e 900 mil euros que podem ficar irremediavelmente perdidos se o Governo não atender as pretensões dos autarcas. Todas as CIM’s do Norte do país com exceção do Grande Porto já manifestaram a intenção de votarem contra qualquer devolução de verbas.

Ao Terras do Homem, tanto Manuel Moreira como Manuel Tibo, garantiram que não irão devolver dinheiro que “é nosso por direito” e prometem ir até às últimas consequências. No entanto, estão convencidos que o poder central irá atender às pretensões dos autarcas.

Onde vai Amares gastar o dinheiro

Em contra-relógio, as autarquias já apresentarem os projetos onde preveem gastar o dinheiro. Assim, Amares quer requalificar a piscina municipal e as coberturas da Biblioteca Municipal e da galeria de artes. “Não aceitamos devolver o dinheiro” vincou Moreira ao ‘Terras do Homem’.

O autarca não descartou que uma parte dessa verba fosse utilizada para os trabalhos a mais que possam existir na Praça do Comércio, nomeadamente, com a abertura que está a ser realizada entre a Praça e a Avenida de Santo António.

Onde Terras de Bouro vai gastar o dinheiro

Manuel Tibo, um dos autarcas mais interventivos na reunião com a Ministra da Coesão, lembra que apresentou 13 candidaturas de eficiência energética e só duas é que foram aprovadas.

A segunda fase da rede pedonal entre Rio Caldo e Vilar da Veiga e requalificação e passeio pedonal da Avenida 20 de Outubro em Moimenta, não aprovada por falta de verba, são obras que o autarca incluiu na reprogramação. Também os arruamentos no Bairro da EDP em Valdozende estão entre os projetos.

Manuel Tibo reforça a “bandeira” que o governo usa sobre os concelhos do interior e de baixa densidade: “é preciso que cheguem a esses territórios, olhem para eles e corrigiam situações que não foram possíveis realizar como a água e o saneamento e as acessibilidades”, remata o autarca.

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