Amares

“Penso terminar a minha vida pública e política no final de 2021”

A aposta em Manuel Moreira como cabeça de lista para as próximas autárquicas; o fim de um longo período na ribalta pública e política e o piscar de olho aos presidentes de junta independentes são assuntos da primeira entrevista de Isidro Araújo após a eleição para liderar, nos próximos dois anos, o PSD de Amares.

Que motivações estiveram por detrás desta candidatura?
Naturalmente, que, tendo sido presidente da comissão política concelhia em 2017, quando ganhamos as eleições autárquicas, agora apenas me motivou a necessidade de criar estabilidade e preparar com serenidade as próximas eleições autárquicas de 2021.

Que dinâmica se propõe desenvolver no novo mandato?
Este é um mandato de dois anos que terminará por isso na primeira metade de 2022. Durante este período há eleições presidenciais e eleições autárquicas. As eleições autárquicas serão a nossa prioridade.
Importa desde já e com toda a calma possível estabelecer contactos, criar compromissos políticos, definir estratégias e organizar listas. Desejamos que todo este trabalho seja feito com tempo, de forma serena e com a antecedência devida. Esta será seguramente a nossa prioridade e desejamos ter todo este processo fechado até ao fim do primeiro trimestre de 2021.

As eleições autárquicas daqui a sensivelmente, um ano, são o primeiro grande teste da nova concelhia. Quais são as expetativas eleitorais? A coligação é para manter?
Sim, é o que desejamos, e para isso trabalharemos; ganhar as autárquicas de 2021. Em 2017 o nosso projeto político foi amplamente escolhido pela comunidade e ganhamos as eleições com 5 vereadores, em 2021 desejamos voltar a merecer a confiança dos amarenses.
Temos trabalhado para isso embora reconheçamos que não fazemos tudo bem e que haverá sempre descontentes com a nossa atuação, mas é para isso que o processo democrático cria alternativas e oferece outras escolhas e opções. Da nossa parte fica a certeza que damos até ao limite o nosso empenho e determinação para servir os amarenses.

O presidente Manuel Moreira será o candidato natural do partido? Que lista poderá ser apresentada?
Sim, o presidente Manuel Moreira é o candidato natural do partido. Em 2015 criamos com o Manuel Moreira uma plataforma de entendimento para permitir que este fechasse o mandato de forma natural.
Nesses 2 anos (2015-2017) tivemos um entendimento sobre a gestão do município que nos permitiu dar continuidade nas eleições de 2017. A partir daí o Manuel Moreira tem tido uma postura de grande entrega e dedicação na gestão autárquica e a equipa de vereadores que foi eleita com ele, foi sempre coesa e determinada em servir o concelho, num trabalho de diálogo e entendimento interno que possibilita a serenidade necessária para quem gere. Por tudo isso e para continuar a servir Amares, parece-nos que o Manuel Moreira é o candidato certo.
A seu tempo a lista será devidamente organizada e apresentada publicamente, mas o que importa desde já é que seja uma equipa de pessoas determinadas e disponíveis para servir Amares.

O professor Isidro tem dito que pode não continuar na vereação. Mantém essa intenção? Porquê?
Na vida há sempre um tempo para tudo. Na política também é assim. Fui candidato do PSD em 2013 porque essa candidatura se me impunha, primeiro por ser presidente da comissão política e segundo porque o candidato então escolhido se demitiu do combinado.
Em 2015 aceitei apoiar o executivo do Manuel Moreira para impedir uma rotura do funcionamento autárquico. Em 2017 tinha de estar ao lado do Manuel Moreira na candidatura que este assumiu como independente pela coligação Juntos por Amares, uma vez que havia que dar corpo à candidatura que de alguma forma surgiu naturalmente pelo acordo de 2015.
Agora tudo está certo e sereno e é tempo de preparar o futuro e pensar em novas estratégias e novas gentes. Este será o último mandato do Manuel Moreira e por isso em 2025 haverá de certeza um novo presidente da Câmara. Esta é a minha hora de sair, e por isso estou a pensar deixar de integrar a próxima candidatura, embora continue a apoiar e de certa forma a liderar politicamente todo o processo autárquico até ao final de 2021. Aí penso terminar a minha vida mais pública e política.

Nas freguesias que trabalho está a ser feito? Os presidentes de Junta que concorreram pela coligação serão convidados a recandidatar-se?
Sim, todos os presidentes das Juntas de Freguesia ou União de Freguesias que foram candidatos pelos Juntos Por Amares serão de novo convidados a continuar o seu trabalho e a aceitar a candidatura em 2021.
Em 2017 houve presidentes da Junta candidatos pela Coligação Juntos por Amares utilizando a sigla PSD/CDS e houve ainda candidatos independentes que o fizeram também numa parceria connosco.
Em todos estes casos, e foram a totalidade no concelho de Amares, sempre respeitamos o trabalho e a autonomia de gestão política de cada junta de freguesia. Estivemos sempre juntos e por isso desejamos que todos continuem o seu bom trabalho. Há apenas 2 presidentes que não poderão voltar a ser candidatos por terem atingido o limite de mandatos, mas também nesses dois casos estaremos juntos a trabalhar numa alternativa que sirva a comunidade.

E nas freguesias onde a coligação não é poder, qual é a estratégia?
No concelho de Amares nas eleições de 2017, não ganhou nenhuma lista quer ligada à candidatura independente MAIS e também não ganhou nenhuma lista com a sigla do PS, pelo que entendemos que em 2017 todos os projetos que ganharam as eleições autárquicas nas freguesias, forma projetos do PSD/CDS ou projetos independentes que nos estavam ligados e usaram a sigla Juntos por Amares.
A estratégia para 2021 é naturalmente manter este modelo e esta união de projetos a favor das comunidades e do município.

Como vê atualmente a oposição?
Vemos a oposição com muita atenção e muito respeito. Acreditamos que todos quantos se envolvem nas autarquias o fazem por amor às suas comunidades e por isso todos merecem o nosso respeito. Quanto melhor for a oposição melhor certamente será o nosso trabalho.

Que balanço faz deste mandato autárquico?
Achamos que fizemos um bom trabalho. Como sempre há quem ache o contrário e há quem não concorde connosco, mas essa é a realidade da democracia e dos direitos de cada um à opinião. Apresentar-nos-emos em 2021 com esse trabalho como bandeira e acreditamos na avaliação dos amarenses.

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