Meio milhão de euros para resolver problemas de abastecimento de água

As faltas de água nas torneiras de alguns amarenses foi um dos assuntos que dominou o período de antes da ordem do dia da reunião do executivo. Trazido pelo vereador do PS, o assunto está na ordem do dia. Para Pedro Costa, “a situação é grave e promete agravar-se no mês de agosto”. O presidente da câmara respondeu que “o problema de Amares não está na falta de água, mas numa rede completamente obsoleta”.

“Nunca houve tantos problemas com o abastecimento de água como agora”, referiu ainda o vereador socialista para quem “há um investimento a fazer a médio a longo prazo”. No entanto, o socialista quis saber quais são os planos para curto prazo.

Manuel Moreira voltou a frisar que “o problema não está na falta de água, mas num problema de rede que está obsoleta e precisa de ser substituída. Em 30 anos, ninguém fez nada para modernizar a rede”.

O autarca revelou que vai ser gasto meio milhão de euros para ligar a Sra da Paz às Cerdeirinhas. “Não é uma solução para este ano. Estamos a prever que a obra possa estar pronta em abril/maio” pedindo “alguma paciência e compreensão aos amarenses”. Uma obra que poderá resolver 80 a 90% dos atuais constrangimentos.

Manuel Moreira reconheceu que os problemas que afetaram a rega do campo do FC Amares não ajudaram.

“Houve um problema com a bomba que injetava água de um furo que caiu ao poço, e na semana passada, a rega foi feita com água da companhia”. O problema está praticamente resolvido.

AGERE

Depois da sugestão do Movimento independente de se pedir ajuda à Agere para o bombeamento de água no sistema de Amares, o autarca revelou que o assunto está a ser estudado pelas duas partes.

“Há um problema porque é preciso uma bomba de pressão para a água ter força” registou o autarca. A solução a ser adotada só em casos de emergência e com contrapartidas para a empresa bracarense permitiria injetar água para abastecer as freguesias de Lago e Rendufe, libertando mais água para o resto do sistema.

O vereador do Movimento independente, Emanuel Magalhães, saudou o facto da câmara estar a ponderar esta solução que “o movimento anda a falar há três anos. Ao contrário das respostas que nos deu na altura, saúdo a atual posição. É sinal que o senhor está com uma visão diferente da situação e não há problema nenhum em evoluir na sua posição”.

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