As gentes da aldeia de Possacos, da União de Freguesias de Anissó e Soutelo, em Vieira do Minho, respirou de alívio ao saber que tinha ficado em prisão preventiva aquele que, apesar de ser filho da terra, vinha espalhando um clima de terror na vizinhança, sendo suspeito de oito fogos florestais.
Agostinho Ribeiro Fernandes, de 56 anos, que vivia sozinho com a mãe, já tinha cumprido 15 anos de prisão por um homicídio cometido na sua juventude. Recentemente cumpriu pena por atear fogos florestais, o que terá repetido, entre os dias 18 de julho a 6 de agosto.
Em declarações ao “Terras do Homem”, o presidente da União de Freguesias de Anissó e Soutelo, Ernesto Matos, explicou que “a zona andava aqui em alvoroço, porque havia a todo o momento incêndios um pouco por todo o monte, à volta das casas, nunca ninguém estava nada descansado, ainda bem que a Polícia Judiciária de Braga atuou rápido e bem”.
Os incêndios consumiram principalmente vegetação herbácea, mato e arvoredo, não tendo atingido maiores proporções devido à intervenção dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, apoiado por populares.
Desempregado e residente na freguesia onde ateou o incêndio, a investigação ainda não apurou o meio utilizado para as ignições, nem as motivações, uma vez que o suspeito não colaborou com os investigadores da PJ de Braga.
Agostinho Ribeiro Fernandes, que não falava a ninguém na aldeia, nem nas imediações, tinha sido condenado a 14 anos de prisão, em 1998, por ter assassinado um outro homem, da mesma freguesia.
Depois de ter cumprido a pena pelo homicídio, haveria de ser detido em 2013, pela Polícia Judiciária de Braga, pelos crimes de incêndios florestais, tendo-lhe sido aplicada uma pena de cinco anos de prisão.
