Incendiário dos Arcos de Valdevez proibido de contactar ex-mulher

O incendiário confesso e agressor doméstico de Arcos de Valdevez ficou hoje proibido de contactar e de se aproximar da ex-mulher, de ter objetos de ignição e/ou inflamáveis e obrigação de tratar do alcoolismo, tendo ainda de se apresentar semanalmente na GNR.

David Crespo, de 67 anos, residente na freguesia de Cabana Maior, assumiu a autoria de três incêndios florestais, um durante o mês de julho e dois no início da noite de 12 de agosto, todos nas imediações da sua moradia.

Os fogos visaram terrenos que pertenciam à sua antiga mulher, dos quais agora não se pode também aproximar, sob pena de agravarem as medidas de coação que lhe foram aplicadas.

Segundo apuraram as investigações da Polícia Judiciária de Braga, os três fogos florestais foram ateados numa zona essencialmente constituída por vegetação herbácea e arbustiva, confinante com habitações e povoamento florestal, sendo que não atingiram proporções significativas devido à pronta intervenção de populares e dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez.

A PJ de Braga concluiu também que o arguido, reformado, em todos os casos, atuou num “quadro de vingança e de violência doméstica”, crimes sempre potenciados pelo consumo de bebidas alcoólicas”, tendo sido chama direta o meio utilizado para ignição dos fogos.

“As diligências realizadas por esta Polícia Judiciária permitiram a recolha de substanciais elementos de prova, que conduziram à detenção fora de flagrante delito do indivíduo”, de acordo com o comunicado da PJ de Braga, que o apresentou na tarde desta sexta-feira ao juiz de instrução criminal no Tribunal de Arcos de Valdevez, aplicando medidas coativas

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