A Assembleia Geral do FC Amares aprovou, na passada sexta-feira, com quatro abstenções, a conta de gerência referente ao ano de 2019.
Em termos globais, o exercício do ano passado apresentou um volume de negócios a rondar os 162 mil euros, com um resultado líquido negativo 14.788,15 euros.
Em comunicado, a direcção acrescenta que o ano de 2019 “foi caracterizado por ser um ano de aumento dos proveitos, cerca de 15% em comparação ao ano anterior, que não foram, no entanto, suficientes para suportar os encargos”.
Houve uma redução com gastos de pessoal “que, ainda, assim, não inviabilizaram um dos objetivos da época, a subida de divisão”.
Um dos temas mais discutidos e analisados na assembleia geral foi o pagamento de 35 mil euros, valor que terá contribuído para o saldo negativo.
No comunicado, Olivier da Silva esclarece que a verba para além dos equipamentos incluiu “a aquisição de bolas, de sacos desportivos e de um kit para os escalões de formação (pago pelos pais)”.
“O contrato foi feito com uma empresa francesa, JD Sport, representante da marca Errea, quinta marca mundial em equipamentos desportivos e veste todos os atletas do clube e permitiu uma poupança de 40% em relação a outras marcas” e que “não tem nenhuma ligação com o presidente da direção do Futebol Clube de Amares”.
Ainda sobre este assunto, a direção do clube amarense revela que “para que o FC Amares usufruísse das vantagens oferecidas pela marca Errea, a principal exigência passava pelo pagamento a pronto. Ora, como o clube não disponha dessa verba, e para responder a prazos desportivos, o presidente do clube, Olivier da Silva, adiantou o montante que o clube está a liquidar consoante a sua disponibilidade”.
Dívidas anteriores
No mesmo comunicado, a atual direcção lança farpas a gestões anteriores: “a direção não pode deixar de lamentar e deixar ficar a sua perplexidade quando em março de 2019 é aprovada a conta de gerência referente a 2018 com um saldo positivo de 1300 euros e um mês depois, em abril de 2019, aquando da tomada de posse desta direção, as dívidas eram de 29500 euros”.
E surge mais um esclarecimento: a atual direção saldou parte da dívida à Associação de Futebol de Braga, “uma dívida de 15 mil euros a jogadores e equipa técnica; dois mil euros a uma lavandaria, mais dois mil euros a um supermercado, mil euros a um advogado e, espante-se, mil euros a um produtor de vinho do concelho e 700 euros de IRS”.
Por isso, para Olivier da Silva “não fossem os pagamentos das dívidas dos outros, as obras de melhoramento do estádio e os arranjos e embelezamento do autocarro, em vez de 14 mil euros negativos, o Futebol Clube de Amares tinha à volta de 15 mil euros positivos!”.
“Ora, reduzir o ‘problema’ das dívidas do FC Amares à aquisição de material e equipamento desportivo não só é má-fé como é uma tentativa desesperada de atirar areia para os olhos daqueles que estão bem quando o clube está mal”, remeta o comunicado da direção.
