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Ricardo Rio está convicto de que é possível promover a retoma nos eventos

O mote foi deixado por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e da InvestBraga, na abertura oficial da conferência “Fórum Turismo de Negócios – a retoma”. A conferência, promovida pela InvestBraga para assinalar o 2º aniversário do Altice Forum Braga.

Perante uma plateia reduzida, face às limitações resultantes do cumprimento das recomendações de distanciamento social, Ricardo Rio lembrou o impacto que este equipamento tem tido na cidade e na região, recordando que, mesmo durante o confinamento o espaço foi vital para o apoio à comunidade, quer como espaço de formação para os profissionais de saúde, quer como espaço para acolher o centro de rastreio à COVID-19.

E se atualmente considera que o Altice Forum Braga “tem mais visitantes ao centro de rastreio aqui instalado do que aos eventos que foram sendo promovidos, o fenómeno não tem de continuar a ser assim”. Com um trabalho conjunto entre entidades de saúde e os intervenientes no setor do turismo “é possível promover essa retoma” dos eventos, afirmou.

Já Lídia Monteiro, diretora coordenadora da Direção de Apoio à Venda do Turismo de Portugal, indicou que a realização de eventos tem de ser feita de acordo com “aquilo que as empresas precisam, o que a procura impõe e o que as circunstâncias admitem”.

Assim, e entre o que considera serem cinco fatores para a recuperação, referiu os mecanismos já existentes, como o Selo Clean & Safe ou o despacho 7900-A/2020 (que fixa os princípios e orientações aplicáveis à realização de eventos corporativos) como elementos geradores de confiança.

Para contrariar a retração da procura é também necessário, como referiu de Lídia Monteiro, trabalhar para repor ligações aéreas, embora este trabalho seja feito “num contexto volátil que exige monitorização diária”.

Ainda assim, o nível de recuperação de ligações aéreas foi, segundo a diretora coordenadora do Turismo de Portugal, de 30% em julho e 47% em agosto. Prevê-se que sejam atingidos os 57% em setembro e 64% em outubro.

A centralidade no cliente, manter contactos com decisores e com trade, bem como ações comerciais e promocionais são, na sua opinião, formas importantes de promover a retoma.

A responsável falou também nas linhas de apoio do Turismo de Portugal – a grandes eventos e a eventos com interesse turístico – que estão a ser criadas, lembrando igualmente o apoio direto à tesouraria.

A “inadiável digitalização do setor” é outro fator determinante para a retoma. “As empresas e marcas estão a mudar e quem estiver mais apto terá mais oportunidades”, sublinhou também, destacando que, nos eventos, “a coexistência entre o digital e o humano é cada vez mais afinada e disponível”.

A sustentabilidade é outro fator fundamental. Lídia Monteiro citou mesmo o secretário-geral da ONU, António Guterres, que recordou que “a ameaça climática é muito mais grave do que a pandemia” para reforçar a importância de eventos mais sustentáveis.

Por último, referiu como fator essencial a experiência vivida pelos participantes em eventos. “A força de atração dos eventos reside na partilha de conhecimento, na promoção do networking e na valorização pessoal e profissional. São espaços de formação, descoberta, difusão de novidades e transformação da sociedade. São janelas de conhecimento que não podemos deixar que se fechem. Mas, por mais sofisticada que seja a via digital não substitui a experiência de estarmos juntos”.

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