FC Amares reativa modalidade de voleibol

O Futebol Clube de Amares decidiu reativar a secção de voleibol. A decisão da direção presidida por Olivier da Silva já estava tomada há algum tempo, mas a pandemia ‘obrigou’ a um adiamento da sua entrada em prática, segundo apurou o Terras do Homem.

Dentro da direção foi escolhido Cristóvão Gomes para tomar conta da secção, confirmando que “a nossa ideia era ter começado a dar os primeiros passos em março/abril. Com a pandemia adiamos tudo e só no início de julho é que reativamos a modalidade”. Um período curto para que o projeto possa começar “em pleno. Chamamos a este primeiro ano, o ano zero porque, em dois meses, não é possível responder a todas as solicitações”.

A reativação da modalidade é feita nos escalões de sub-21 femininos e seniores masculinos e com mini-volei. “Desde que iniciámos, publicamente, o recomeço da modalidade, temos tido muitos contactos. Mas só em setembro, com o início dos treinos, poderemos ter uma realidade mais concreta”, revela Cristóvão Gomes, não descartando a existência de mais escalões.

No feminino
“O voleibol feminino será a nossa prioridade”, refere o responsável quase como um ‘ponto de honra’. O desporto, sobretudo em Amares e em concelhos vizinhos, ainda “não dá respostas para que todas as raparigas possam praticar uma modalidade”. Ora, “a nossa intenção é sermos um clube para todos porque todos os que queiram ter prática desportiva têm que ter uma resposta”.

A modalidade tem portas abertas a partir dos 10 anos, mas não é um clube do ‘Bolinha’ ao contrário: “essa é uma questão sensível, já que em Amares há voleibol masculino. Estamos disponíveis, se houver interessados, em dar uma resposta para escalões que o masculino não consiga. Agora, sempre que houver um rapaz que se encaixe na resposta do clube já existente é para lá que o vamos encaminhar”.

A direção decidiu alargar a modalidade até ao concelho de Braga: “vamos treinar em Braga e em Amares. Falo pelo voleibol, a modalidade não se pode fechar em quintas e quintinhas, os clubes têm que responder a quem os procuram. E isto não nos faz ser menos de Amares”.

Treinos
Decidido está também que os treinos serão repartidos entre a Escola Secundária de Maximinos e a EB 2/3 de Amares, “com quem já estabelecemos protocolos” e onde, nesta última, serão realizados todos os jogos. “Será outro ‘ponto de honra’ que haja um treino por semana, pelo menos, e todos os jogos em Amares”.

Quanto à questão da equipa técnica, Cristóvão Gomes reconhece que essa parte está praticamente definida. “Antes da pandemia, já tínhamos abordado duas ou três pessoas que já foram jogadores em Amares para integrarem o nosso projeto, os quais se mostraram recetivos”.

Com o anúncio da reativação da modalidade, “retomamos esses contactos com quem foi fácil chegar a acordo. Outros dos nossos ‘pontos de honra’ é que terão que ser pessoas com um pensamento diferente em relação ao desporto e à modalidade. Não pode ser uma modalidade centrada numa pessoa, num treinador, numa atleta ou num patrocínio”.

Para Cristóvão Gomes, “o voleibol tem de criar estruturas para que, independentemente das pessoas, continue a ser uma resposta aos jovens que queiram praticar desporto. Daí que a escolha dos treinadores obedeça a este princípio”.

Diretor técnico
O diretor do FC Amares reconhece que “a principal dificuldade” foi chegar a acordo com “a pessoa que nós achamos ter o perfil para dar corpo ao projeto”. Primeiro foram resolvidas as questões burocráticas, da inscrição da equipa até ao recrutamento de atletas, dos locais de treino e toda a logística associada.

“Claro que as questões técnicas nunca foram descuradas, mas não é porque se mandam fazer uns cartazes ou surgem notícias nos jornais que os nomes se tornam efetivos”, refere ainda o responsável da modalidade, garantindo que os contactos e posteriores reuniões com o nome pretendido só foram realizados em finais de agosto.

O ‘Terras do Homem’ sabe que Pedro Pereira já está a trabalhar desde o dia 1 de setembro como diretor técnico e que João Barros e Ricardo Tavares, ex-praticantes da modalidade, são dois nomes já confirmados como integrantes da equipa técnica.
“Conforme vamos tendo necessidade, em função dos escalões que possam aparecer, iremos agregar mais elementos à equipa técnica que serão escolhidos pelo diretor técnico”.

Diretiva DGS
A mais recente diretiva da DGS sobre o reinício dos treinos nos escalões de formação deixou Cristóvão Gomes estupefacto: “não entendo, não percebo e não sei como é que ainda não houve uma tomada de posição muito forte de todos os clubes com escalões de formação”.

Para o responsável do FC Amares a diretiva não faz sentido: “não percebo porque é que os seniores podem e os escalões de formação não podem. Têm regras diferentes? Jogam um jogo diferente? E já agora acho que não é preciso lembrar que estamos a falar em modalidades coletivas, que sentido faz treinar com três metros de distância? Vai a DGS alterar as regras e forma de jogar dos diferentes desportos? Não faz sentido nenhum”.

O volei do Amares deve retomar em breve a prática desportiva: “somos responsáveis, vamos adaptarmo-nos às regras, mas dentro de uma razoabilidade que nos permita praticar a modalidade”.

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