A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) alerta a população, no âmbito das suas competências e atribuições e sempre com objetivo máximo da defesa da saúde visual dos portugueses, para a divulgação na comunicação social de putativos ou eventuais estudos que se arrogam da capacidade de avaliar “exames de optometria”, não concretizando em razão de ciência de que forma cientifica essa avaliação a exames optométricos é concretizada.
Um exemplo aparente ou eventual deste tipo de atuação é o que foi protagonizado recentemente pelo Consumer Guidance – Institute Portugal LDA, cujo objeto social visa o fim lucrativo e o financiamento “(…) exclusivamente através da venda dos resultados dos nossos estudos, bem como através do licenciamento dos nossos testes e selos de qualidade.”
A APLO defende a sã concorrência no mercado, mas exige o rigor científico na análise de todo e qualquer estudo que analise a atividade e prática profissional de um optometrista licenciado e associado desta associação. Assim, em consequência, e nada tendo contra a existência de estudos científicos de rigor comprovado – bem pelo contrário – defendemos que os mesmos, em concreto, os acima aludidos, sejam necessariamente efetuados por profissionais com a formação, capacidade ou competência para o efeito. Apenas desta forma estará assegurado o rigor científico que se exige e a transparência com que o mercado se deve reger.
A APLO condena transversalmente e de forma genérica, as práticas publicitárias motivadas apenas pelo lucro e a prática de concorrência desleal que possa distorcer o mercado, ou que procuram condicionar a população no seu livre e legítimo direito à escolha de um optometrista licenciado, e que possam, em tese, colocar em causa a saúde pública – que é o nosso desiderato maior – e o direito à informação credível, fundamentada e transparente.
Os utentes podem e devem obter aconselhamento e recorrer aos organismos e instituições credíveis na área da saúde visual e, da optometria em particular, tal como a APLO, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) ou a Direção-Geral da Saúde (DGS), em detrimento de fontes ou estudos de duvidosa credibilidade, mérito ou reconhecimento científicos, e que apenas visem a mera publicidade ou engrandecimento de determinados players do mercado.
