Tarifa de água e saneamento aumenta 10 cêntimos em Amares no próximo ano

A Câmara de Amares aprovou o aumento em dez cêntimos da tarifa de abastecimento, saneamento e resíduos sólidos para 2021. No entanto, a questão não foi pacífica e a unanimidade só surgiu depois do compromisso do executivo em permanência em encontrar medidas de incentivo para diluir este aumento.

O Vereador do PS, Pedro Costa, abriu as hostilidades. “É imoral fazer este aumento quando se presta um serviço vergonhoso no abastecimento de água, saneamento e recolha de resíduos sólidos”, começou por dizer.

Afirmando que ia votar contra a proposta porque “remos uma recolha de lixo vergonhosa, há pessoas no verão que estão um dia inteiro sem água. O momento que vivemos é caótico, e mesmo sendo residual, não concordo com o aumento da tarifa”.

Pedro Costa lembrou, ainda, que “primeiro devemos servir as populações como deve ser e só depois é que deveríamos pensar em aumentos”. Para o socialista, “há pessoas a viver mal e fugir do concelho porque temos serviços terceiro-mundistas”.

No entanto, esta posição de força passou a unanimidade depois da intervenção do Vereador Emanuel Magalhães. O independente entendeu que “se deveria dar um sinal em altura de grandes dificuldades” e sugeriu um período de carência de cinco meses.

A verdade é que pelas regras da Entidade Reguladora tal não é possível e perante o compromisso do presidente da Câmara em encontrar medidas de incentivo para famílias e empresas, tal como este ano, Pedro Costa alterou o seu voto e votou favoravelmente.

Manuel Moreira
Na discussão, o presidente da Câmara referiu que “o aumento é necessário para se atingir as metas impostas para acesso aos fundos comunitários. Temos que ter uma taxa geral de 0,9 porque se não, não conseguimos apresentar candidaturas a fundos comunitários para o saneamento”.

Manuel Moreira reconhece que “há problemas” com a prestação destes serviços: “estamos cá para os resolver. É o caso do intercetor da Senhora da Paz que vai arrancar em breve”. Segundo o autarca, “mesmo que façamos as obras, continuaremos a ter problemas porque a nossa rede está obsoleta”.

Em relação ao lixo, Moreira considera ser uma “questão de civismo” e dá um exemplo: “a câmara tem um serviço gratuito de recolha de momos. As pessoas só têm que telefonar e marcar, mas continuamos a ver depósitos de uma série de materiais em várias zonas do concelho”.

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