Requalificação pode ser a solução para a Ponte do Bôco entre Amares e Vieira do Minho

As Câmaras de Amares e Vieira do Minho têm duas soluções em cima da mesa para a Ponte do Bôco que liga os dois Municípios. Uma passa pela requalificação da estrutura, a outra é a construção de uma nova, mas com o aval do Ministro do Ambiente.

Depois da recusa, por estar em Reserva Ecológica Nacional, da construção de uma nova ponte, os dois Municípios começaram a pensar num outro plano. O processo está a ser liderado pela Câmara de Vieira do Minho cujos técnicos estão a elaborar um projeto de requalificação.

O presidente da Câmara de Amares confirma ao ‘Terras do Homem’ que “a requalificação passou a ser a melhor hipótese depois da recusa para a construção de uma nova”.

Segundo Manuel Moreira, “os técnicos de Vieira do Minho estão a elaborar um projeto e se o valor ficar ela por ela em relação à construção de uma nova, vamos optar por esta via”. O autarca lembra que “avançar para a requalificação pode ser uma boa opção porque não precisamos de autorização de ninguém”.

A construção de uma nova via, recusada pelas autoridades oficiais por estar em REN, só será possível com a intervenção do Ministro do Ambiente: “uma segunda hipótese é avançar com um pedido de reunião com o Ministro porque só ele poderá desbloquear a construção de uma nova, uma vez que será construída em REN”.

O autarca amarense diz, ainda, que “só depois dos técnicos de Vieira finalizaram o projeto de requalificação, percebermos os custos, é que iremos tomar uma decisão”.

A ponte do Bôco é a mais antiga ponte em betão armado do país, está fechada a todo o trânsito automóvel por razões de segurança desde meados do ano.

A ponte sobre o rio Cávado foi construída entre 1908 e 1909 e faz a ligação entre o lugar de Aldeia, freguesia de Parada do Bouro, concelho de Vieira do Minho, e o lugar de Dornas, freguesia de Bouro (Santa Maria), concelho de Amares.

A ponte tem um tabuleiro de 33 metros de comprimento e apenas uma faixa de rodagem.

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