Cruz Vermelha de Amares transporta infetados com Covid-19 abaixo do custo

A Delegação de Amares da Cruz Vermelha Portuguesa transporta doentes infetados com Covid-19, não só de Amares como de concelhos vizinhos, mas está a receber do Estado comparticipações abaixo de custo dessas operações.

“São operações delicadas e muito dispendiosas, dado o preço de fatos de isolamento e outro material de proteção individual”, disse ao Terras do Homem o coordenador da CVP de Amares, António Brandão.

“Nós, que somos uma unidade de reserva do Instituto Nacional de Emergência Médica, temos sido chamados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM para transportar doentes com sintomas positivos, pois dispomos de material adequado e que garante segurança aos nossos operacionais. Nunca recusamos um único transporte de infetados”.

Mas, segundo aquele oficial, o trabalho tem um preço acrescido: “gastamos mais em material de proteção individual do que recebemos do Estado e estamos confiantes que a seu tempo, a situação será reparada, uma vez que estamos ‘a pagar para trabalhar’, como se costuma dizer, no entanto, que nenhum infetado ficará sem a assistência”.

António Brandão, que falava à margem da cerimónia de recebimento de um donativo de uma empresa de mobiliário sediada em Amares, a Midalpa, explicou que “a despesa acrescida com as garantias sanitárias face à pandemia é impressionante, nós recebemos 31 euros por cada pessoa que transportamos, mas só um equipamento, que é obviamente descartável, custa 25 euros, sendo que os restantes seis euros não chegam, sequer, para o combustível”.

O coordenador da CVP de Amares disse que “só em equipamentos de proteção individual gastamos mais de dez mil euros”, congratulando-se com “os apoios da Câmara Municipal de Amares, na pessoa do seu presidente, Manuel Moreira, mas também da sociedade civil e do nosso empresariado, como a Midalpa, aqui representada pela sua diretora-geral Patrícia Gaspar”.

Segundo esta empresária, “não poderíamos ficar indiferentes ao esforço e às dificuldades desta e de outras instituições do concelho, não só a Cruz Vermelha, como os Bombeiros Voluntários de Amares e a IPSS Valoriza, tendo apoiado as três, que são uma referência do concelho”.

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