Câmara de Amares não vai remover amianto da Secundária se não houver reforço da verba

O presidente da Câmara de Amares já fez saber à DeGeste que não vai cumprir o protocolo assinado com o Ministério da Educação para a remoção do que resta do amianto na Secundária se não houver reforço da verba. O valor proposto pelo Governo 50 euros/m2 não é aceite por nenhuma das empresas especializadas neste trabalho.

“Não há nenhuma empresa que faça a remoção do amianto pelo valor proposto pelo Ministério. O mínimo que se consegue são 80 euros/m2”, revela ao ´Terras do Homem´ reconhecendo que “Amares não é caso único. Há outras autarquias na mesma situação e já fizeram saber que, também, não fazem a obra”.

Manuel Moreira lembra que a Secundária “é da responsabilidade do Estado, a obra é deles e não pode ser a autarquia a pagar o valor que falta”. O protocolo transferiu a ‘parte burocrática’ da obra para a autarquia, “não transferiu nenhuma responsabilidade financeira”.
O autarca já fez chegar à DeGeste as suas preocupações, tal como outros congéneres: “o processo está em fase de negociação, envolve mais municípios do país e passa pelo reforço da verba destinada às obras”.

Até o processo com a tutela estar resolvido, Manuel Moreira garante que “a obra não avança porque não ponho dinheiro do nosso orçamento numa obra que é da responsabilidade do Estado”.

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