A pornografia contra crianças e jovens na interner quase triplicou no Minho, entre 2019 e 2020, segundo revelou hoje diretor da PJ de Braga, António Gomes, em comunicado, a propósito do Dia da “Internet + Segura”, que se assinala hoje.
As subidas na região do Minho verificaram-se principalmente em crimes de pornografia de menores assinalados por entidades estrangeiras e denunciados na área da PJ de Braga compreendida pelos 24 concelhos dos distritos de Braga e Viana do Castelo. Em 2020 foram registados 143 inquéritos criminais o que representa aumento de 180% em relação a 2019.
“O aumento considerável de crimes praticados com recurso e através de meio informático requer uma ação conjunta de todas as entidades de modo a conhecer os perigos envolvidos na utilização da internet”, referiu o diretor da Polícia Judiciária de Braga, António Gomes.
Segundo António Gomes, que é um dos dois coordenadores de investigação criminal da Polícia Judiciária, entre os dois últimos anos, só na região do Minho houve um aumento acentuado em todo o tipo de criminalidade informática e “a realidade nas suas diferentes tipologias de crime/modos operandi, registou já uma subida em todos os domínios, sendo que nas burlas informáticas genéricas, onde está a utilização de dados de cartões bancários, entraram durante todo o ano de 1.225 processos na Polícia Judiciária de Braga.
Ensino à distância também oferece perigos
A Polícia Judiciária de Braga encontra-se numa postura proativa estando atenta a eventuais burlas por internet, dado existir um elevado número de crianças e jovens, agora muito mais expostos, devido à necessidade do estudo à distância. O número de casos de pornografia pela internet contra menores quase triplicou.
Segundo diz o diretor da Polícia Judiciária de Braga, António Gomes, “o método de ensino à distância, dada a pandemia Covid-19”, requer assim “medidas preventivas a adotar, numa exponencial utilização diária das plataformas digitais por pessoas cada vez mais novas” a usar internet.
Em burlas informáticas através da aplicação MB Way houve 431 inquéritos entrados na PJ de Braga, traduzindo uma subida na ordem dos 80 por cento, enquanto o mesmo tipo de crimes com recurso as técnicas de phishing, smishing e vhishing, registaram ao todo 104 inquéritos entrados, o que representou igualmente um aumento, mas de 70 por cento.
Nas sabotagens informáticas e extorsão vulgo “ransomware” com a encriptação de dados empresariais, registaram-se 46 processos entrados, um aumento de cerca de 40 por cento.
Já nas burlas informáticas e falsidade informática, com recurso (CEO fraud e mandate fraud), comprometimento de email empresarial, a PJ de Braga registou um total de 121 inquéritos entrados, num aumento de aproximadamente 40 por cento, enquanto no crime de acesso ilegítimo típico (email e redes sociais) registaram-se 202 inquéritos entrados, traduzindo-se em subida de 60 por cento.
Em crimes de burlas por meio informático, como compras de bens e produtos anunciados em sites e outras plataformas), entraram 279 inquéritos durante 2020.
