Coleção de joias da era Viking encontrada na Ilha de Man é “excecionalmente rara”

Uma coleção de joias da era Viking foi encontrada na Ilha de Man, entre Inglaterra e a Irlanda, em novembro de 2020, e foi agora classificada como tesouro. Os especialistas acreditam que os artefactos, descobertos com um detetor de metais, tenham sido enterrados por volta de 950 d.C.

A coleção é composta por três itens bastante valiosos: uma pulseira de ouro, outra de prata e um enorme adorno em prata que provavelmente foi usado para prender roupas pesadas ao ombro. Os elementos serão adicionados à exibição Viking no Museu Manx.

A Ilha de Man é atualmente uma dependência autónoma da Coroa Britânica no Mar da Irlanda. No entanto, os vikings estabeleceram-se no local por volta de 800 d.C e criaram uma vasta rede comercial com a Grã-Bretanha continental.

Ao longo de vários anos, vários túmulos da era Viking foram encontrados na ilha, e dentro dessas sepulturas foram também descobertos muitos artefactos raros.

Mas, apesar das fascinantes descobertas que têm ocorrido na ilha, esta coleção de três elementos é “excecionalmente rara”, diz Allison Fox, curadora de arqueologia do Património Nacional Manx.

A especialista considera que uma das pulseiras é um achado “muito raro” porque peças em ouro não eram muito comuns durante a era Viking, enquanto a prata era o metal mais usado para o comércio e exibição de riqueza pessoal.

O objeto em forma de arco tem um alfinete de 50 cm e os arqueólogos acreditam que terá sido usado para prender roupas pesadas ao ombro, servindo também para exibir riqueza.

Este tesouro da era Viking foi enterrado por volta de 950 d.C, altura em que a Ilha de Man estava situada no meio de uma zona comercial estratégica muito lucrativa. Os três elementos “representam uma grande quantidade de riqueza acumulada”, por isso a sua descoberta em simultâneo é particularmente especial e única.

De acordo com Allison Fox, quem enterrou as joias poderia sentir-se “ameaçado de forma imediata e aguda”, por isso a “deposição deliberada de material acumulado pode ter acontecido durante um momento de ameaça, com a intenção do proprietário original de recuperar os artefactos mais tarde”.

Como avança o Ancient Origins, agora as joias foram classificadas como “tesouro” por Jayne Hughes.

Ana Isabel Moura, ZAP //

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