Amares

Autarca de Amares arrependido da adesão à ‘Águas do Norte’

O presidente da câmara de Amares está arrependido de ter assinado a adesão à empresa ‘Águas do Norte’. “Se soubesse o que sei hoje, não tinha aderido, mas, na altura, houve uma pressão muito grande dizendo que se não aderíssemos, não teríamos acesso a fundos comunitários”.

O acordo foi assinado em 2015 e ficou “apalavrado” que a autarquia pagaria cerca de 28 mil euros por mês: “um dos nossos erros é que isto não ficou escrito”. Segundo Manuel Moreira, ao fim de um ano, o valor subiu para mais de 60 mil euros, “pagamos aquilo que passa nos contadores”. Há muitas ligações ilegais de águas pluviais, de minas e outras que fazem aumentar o valor final.

“Estamos a fazer um trabalho, muito difícil, de ver quase caso a caso. Já detetámos algumas irregularidades, mas é um trabalho muito complicado de fazer”, reconhece o autarca. “Vamos, agora, usar um sistema de fumos que permite identificar mais rapidamente as situações”.

As negociações com a ‘Águas do Norte’ não são fáceis porque “não estão sensíveis aos nossos argumentos. Recebemos dos amarenses 20 e tal mil euros de água e saneamento, mas temos que pagar 60 mil. Não é justo”, diz Moreira. “A solução passaria por aumentar o preço, mas isso não o vamos fazer”.

Segundo o autarca são cerca de meio milhão de euros que todos os anos são absorvidos pela empresa: “com esse dinheiro já tinha construído uma ETAR”. A dívida que o Município tem com a ‘Águas do Norte’ está a ser paga e o problema herdado do executivo de José Barbosa, cerca de 500 mil euros, está a correr, ainda, na justiça.

“Não estou a ver forma de resolver o assunto”, desabafa o presidente da câmara, reiterando: “estou arrependido de ter aderido à empresa”.

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