Vila Verde

Vila Verde já sinalizou Caminho Minhoto Ribeiro

O Município de Vila Verde já sinalizou os 22 quilómetros do Caminho Minhoto Ribeiro, na parte que passa no concelho. A partir da ponte do Porto, o caminho passa em Soutelo, Loureira, Vila Verde, Sabariz, Lanhas, Pico, Pico São Cristóvão, Vilarinho, Atães, Penascais, Covas e Valões entrando depois em Ponte da Barca.

O Caminho Minhoto Ribeiro é um dos caminhos mais antigos, que liga o norte de Portugal à cidade do apóstolo Santiago. Segue na maior parte da sua rota através daqueles caminhos, calçadas romanas e caminhos medievais.

O trabalho não foi fácil, como reconhece Adélia Santos, técnica do município. “Tivermos pouco tempo para fazer este trabalho, no qual foi preciso estudar o trajeto, fazer a sua limpeza para perceber qual era o trajeto mais antigo, recuperar alguns troços e, finalmente, fazer a sua marcação”.

Um trabalho que “foi uma surpresa porque descobrimos autênticas belezas paisagísticas e arquitetónicas que passam agora a estar disponíveis para os peregrinos e caminheiros” e que “não estavam a ser devidamente valorizadas”.

Vila Verde passa a ter dois percursos rumo a Santiago de Compostela, um já muito frequentado por uma zona mais ‘urbana’ do concelho e agora este onde é possível ver pontes, igrejas, alminhas, cruzeiros, ribeiros “e uma paisagem fora do comum”.

Adélia Santos destaca no percurso, “uma ponte mais pequenina, junto à ponte de Agrela em Covas, perfeitamente desconhecida, do período tardo-medieval que é uma preciosidade”.

Estratégia conjunta
Os Municípios portugueses e espanhóis estão, agora, a desenvolver uma estratégia conjunta através das redes sociais: “Espanha já tinha o marcado e a parte portuguesa está agora a fazê-lo”. Depois de todos os municípios terem concluído este processo, o caminho será inaugurado oficialmente.

Numa segunda fase, e uma vez que o Caminho já está reconhecido pela Igreja, isto é, quem o fizer terá direito à Compostela, irá ser preciso criar toda uma logística, a começar pela escolha de locais para carimbar os ‘passaportes’.

Esta sinalização tem também uma preocupação ambiental, já que as ‘balizas’ (os mecos de sinalização) são feitas em material reciclável.

“Vila Verde foi o primeiro concelho a concluir a colocação da sua sinalética”, começa por referir a Vereadora da Cultura. Júlia Fernandes lembra que “nos últimos anos temos vindo a apostar num conjunto de trilhos pedestres, equestres, de BTT por todo o concelho. E este Caminho vem reforçar esta aposta na valorização do nosso território, com a mais valia de ser um percurso que nos une a vários concelhos portugueses e espanhóis.

Documentário
Um documentário está a ser realizado em conjunto “para divulgação internacional deste ambicioso projeto, bem como outros materiais promocionais que irão promover o património cultural e diversos serviços”.

A Câmara está a efetuar o inventário dos serviços de alojamento, restauração, cafés… que se encontram a curta distância do Caminho. “Uma das mais valias destes caminhos turísticos, especialmente os de Grande Rota, como é o caso, é potenciarem o desenvolvimento económico e social da região”.

A abertura de um albergue de peregrinos será equacionada caso não haja oferta já instalada de alojamento, “mas é uma questão que estaremos sempre atentos”. O ‘Terras do Homem’ sabe que a Junta de Freguesia do Vade pondera reabilitar uma escola desativada para, possivelmente, instalar esse albergue.

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