O próximo dia 18 de maio – assinalado internacionalmente como o Dia dos Museus – vai ser comemorado com entradas gratuitas nas recém-inauguradas exposições do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) ao longo de todo o dia (10h00-17h00), visitas orientadas às mesmas pelas 10h00, 11h00 e 14h30 e a oficina de artes plásticas “Sorte ao Desenho, Desenho à Sorte” às 16h00, atividades com participação igualmente gratuita.
Numa altura em que o CIAJG dá a conhecer o seu novo programa artístico, “Nas margens da ficção”, para além das atividades referidas acima, será ainda realizada a segunda sessão do “Laboratório Vivo” em parceria com a Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Minho (14h00) e disponibilizada a conversa online “Fricções: Reescrever o museu”, com Maria Vlachou e Gisela Casimiro, a partir das 19h00 na página facebook.com/CIAJG.Guimaraes.
Para o ano de 2021, o ICOM – Conselho Internacional de Museus elegeu o tema “O futuro dos museus: recuperar e reimaginar” como mote deste Dia Internacional dos Museus, convidando os museus, os seus profissionais e as comunidades a criar, a imaginar e partilhar novas práticas de criação de valor, novos modelos de negócio para instituições culturais e soluções inovadoras para os desafios sociais, económicos e ambientais que estão por vir.
E para o próximo dia 18 de maio, terça-feira, o CIAJG convida todos a entrar e a interpretar e imaginar antigas e novas realidades.
Entre as 10h00 e as 17h00, as suas oito novas exposições e diálogos com as coleções de José de Guimarães – que marcam o arranque do programa artístico “Nas margens da ficção” – podem ser visitadas livremente e têm entrada gratuita, desafiando o público a percorrer as tradições dos povos de Cabinda no “Alfabeto Africano” de José de Guimarães; a transmissão e a emancipação nas “maternidades” africanas e no trabalho de Yasmin Thayná, Maria Amélia Coutinho e Carla Cruz; o cinema de Sarah Maldoror em curto-circuito com a Sala das Máscaras; “Cosmic Tones”, de Francisca Carvalho; néons de letras e a desconstrução do signo, por José de Guimarães; as verdades e as ficções do “pasado”, com Rodrigo Hernández; um teatro de personagens insólitos, de Fernão Cruz; a máquina do mito, com Horácio Frutuoso, José de Guimarães, Kiluanji Kia Henda, Manoel de Oliveira e Anna Francheschini; e um colosso dentro do museu, com doze artistas de várias nacionalidades.
Estas mesmas exposições poderão ser igualmente visitadas com orientação de Mariana Oliveira e Teresa Arêde em três horários distintos, 10h00, 11h00 e 14h30, num percurso de 90 minutos com participação igualmente gratuita.
Neste dia, o serviço de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina promove também uma oficina de artes plásticas pelas 16h00 dirigida a maiores de 6 anos de idade.
“Sorte ao Desenho, Desenho à Sorte” desafia e interroga os mais novos perante a possibilidade de encontrar objetos mágicos dentro de um museu, e descobrir que objetos são esses e o que têm de tão especial, revelando o que podemos aprender com eles se conseguirmos acreditar no poder da magia, da criatividade e da imaginação.
Uma oficina que desafia a olhar para algumas obras da coleção do CIAJG com uma atenção muito particular, sendo capaz de nos transportar através do desenho e da palavra para o campo da magia, da sorte e do acaso. Esta atividade, orientada por Luísa Abreu, tem uma lotação limitada e uma duração aproximada de 90 minutos
Durante a tarde, a partir das 14h00, o CIAJG acolhe os alunos da Licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Minho para levar a cabo o “Laboratório Vivo #2” com Ángel Calvo Ulloa e o coletivo N.E.G. [Nova Escultura Galega], numa sessão dedicada à exposição “Complexo Colosso”.
A partir das 19h00, na página facebook.com/CIAJG.Guimaraes será disponibilizada a primeira conversa “Fricções” sob o tema “Reescrever o museu” onde será debatido o tema da linguagem no museu, com a participação de Maria Vlachou (Diretora Executiva da associação Acesso Cultura e consultora em Gestão e Comunicação Cultural) e Gisela Casimiro (escritora e artista).
Nesta conversa, moderada por Marta Mestre (curadora geral do CIAJG), o CIAJG pretende refletir sobre o lugar do museu e a sua relevância no presente, colocando-o em escrutínio e olhando-o através de ângulos urgentes ou improváveis, como forma de reescrever a sua gramática e usos.
Recordamos que até ao final do mês de maio o CIAJG irá promover uma série de iniciativas que têm como objetivo conectar o público com arte, através de encontros que estimulam perspetivas plurais e muitas vezes contraditórias sobre o mundo.
Conversas, sessões de cinema, concertos e desdobramentos no espaço digital decorrem até ao dia 29, avizinhando-se a conversa online “História, um modo de ficcionar” (21 maio, 19h00) com Luís Trindade e participação de Paulo Pena e Marta Mestre, uma sessão de cinema com a exibição de filmes da cineasta Sarah Maldoror (29 maio, 15h00), comentada por Paulo Cunha (Cineclube de Guimarães) e o concerto “A vingança das serpentes” (29 maio, 17h00), de Ece Canlı, artista, música e investigadora turca a residir no Porto, Portugal.
O programa de atividades do Dia Internacional dos Museus, bem como a restante programação do CIAJG, pode ser consultada em ciajg.pt e em aoficina.pt, podendo igualmente ser acompanhada nas redes sociais facebook.com/CIAJG.Guimaraes e instagram.com/ciajgguimaraes.
Recorda-se o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, bem como a Casa da Memória de Guimarães, podem ser visitados de terça a sexta-feira das 10h00 às 17h00 e ao sábado e domingo das 11h00 às 18h00.
