Casa do Conhecimento de Vila Verde assinalou o Dia Mundial da Sociedade da Informação

A Casa do Conhecimento de Vila Verde, em articulação com os estabelecimentos de ensino do concelho e a Casa do Conhecimento da Universidade do Minho, comemorou o Dia Mundial da Sociedade da Informação com o Fórum “Pandemia e Ensino: abordagens e soluções” onde foram apresentadas perspetivas e testemunhos de novas formas de agir e pensar, de novas abordagens e adaptações, de novas soluções e o seu impacto nas estratégias para o futuro, exigidas pela realidade que a Pandemia de Covid-19 impôs.

A Vereadora da Educação, Cultura e Ação Social, Júlia Fernandes procedeu à abertura do Fórum realçando o papel da Casa do Conhecimento de Vila Verde na comemoração do DMSI, com um tema atual e pertinente, prosseguindo assim a sua missão no combate à infoexclusão.

Foram múltiplas as palavras de apreço dirigidas a todos os intervenientes desta mega ação do ensino à distância e aos novos métodos e estratégias, só possíveis “por um trabalho de proximidade entre todos os envolvidos” que exigiu “um esforço brutal das Direções das Escolas, dos professores, dos alunos, das Juntas de Freguesia, das Associações de Pais, do Município, numa articulação com a área da saúde e que resultou numa prova bem superada”.

Sentiu-se grata e orgulhosa “enquanto Vereadora da Educação por este trabalho feito em articulação, porque juntos somos mais fortes”.

O Fórum prosseguiu com a participação de Manuel João Costa, Pró-Reitor para os Assuntos Estudantis e Inovação Pedagógica da Universidade do Minho que afirmou que “todos os níveis de ensino, apesar das suas diferenças, foram afetados de igual forma pela pandemia e exigiram respostas eficazes, daí a necessidade de saudar docentes, alunos e funcionários pela forma eficiente como reagiram”.

De todo o processo vivido destaca como elementos positivos “a agilidade, na capacidade de resposta à mudança e que deve ser um marcador para o futuro; a disponibilidade, de todos os envolvidos em dispensar uma energia extra para ultrapassar as dificuldades e na adaptação a um novo sistema de ensino-aprendizagem, da qual todos se devem orgulhar; a partilha, de experiências de práticas de ensino e de investigação nunca antes vivenciadas, a nível nacional e internacional”.

Realçou que “o acompanhamento dos processos educativos exige um aumento às estruturas de apoio. Destas estruturas a “informação” é fundamental e pouco se sabia das especificidades da literacia digital dos alunos, dos professores e funcionários. No futuro é impossível conceber a Sociedade do Conhecimento “sem repensar a interação entre o presencial e o online”, mesmo com o papel revolucionário das tecnologias.

Dos Diretores dos Agrupamentos de Escolas e Escolas do concelho de Vila Verde a perspetiva transmitida foi muito consensual, salientando como aspetos críticos “a necessidade de uma rápida resposta face ao desconhecido e à mudança, a procura de soluções para problemas nunca antes experienciados, o acesso e disponibilização de recursos tecnológicos para todos os intervenientes no processo educativo, o domínio de plataformas e suas ferramentas, as respostas que tinham de surgir em contra-relógio”.

Como aspetos positivos destacaram “a conquista de um maior domínio tecnológico por parte de alunos e professores, a transformação do paradigma de ensino-aprendizagem, a utilização de novas estratégias e técnicas de avaliação, o reconhecimento e a valorização do trabalho dos professores, a rápida adaptação a uma nova realidade, o desenvolvimento de um sentimento de solidariedade, de colaboração, de entreajuda, de um verdadeiro sentimento de comunidade gerado entre escolas, alunos, professores, associações de pais, juntas de freguesia e município”.

Na perspetiva de João Graça, Diretor da Escola Secundária de Vila Verde “nunca em tão pouco tempo se fez tanto pela Educação, fomos de uma eficácia extraordinária, demonstramos que em Educação a mudança se faz na prática com uma mudança das práticas”.

O Diretor do Agrupamento de Escolas de Prado, Luís Martins enfatizou a ortodoxia da mudança “que mobilizou todos os atores num processo de aprendizagem colaborativo. A pandemia obrigou a escola, que estava a tornar-se obsoleta em alguns aspetos, a acompanhar essa mudança e a atualizar-se do ponto de vista tecnológico e de novas pedagogias mais motivantes e interessantes para os alunos”.

Sandra Monteiro, Diretora Pedagógica da Escola Profissional Amar Terra Verde especificou que a resposta de sua escola também passou por uma aposta tecnológica e num projeto piloto que permitiu a capacitação de alunos e professores, destacando que “a inclusão das novas tecnologias no sistema de ensino-aprendizagem foi uma aposta ganha, com resultados positivos em conhecimentos adquiridos, em práticas desenvolvidas, no sucesso escolar a nível de muitas disciplinas. Será uma prática para manter no futuro”.

António Rodrigues, Diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Verde destaca que “foi um desafio muitíssimo exigente em termos de trabalho e superação para todos os envolvidos. Foi muito marcante o desenvolvimento de trabalho autónomo e da utilização das tecnologias”.

As alunas, Eva da ESVV e Beatriz do AEP, expressaram as dificuldades de adaptação aos novos métodos e ritmo de trabalho do ensino à distância, as estratégias utilizadas para responder às novas exigências e as competências que adquiriram na resolução de problemas e no domínio das tecnologias.

conquista de autonomia foi amplamente destacada por ambas como um aspeto muito positivo, assim como a proximidade entre alunos e professores, tornando a relação mais sólida por terem vivido e ultrapassado as dificuldades em conjunto.

A moderação foi da responsabilidade de José Ismael Graça, Coordenador da Casa do Conhecimento de Vila Verde que num balanço final apurou que “apesar das adversidades e superação das dificuldades, resultaram um conjunto de aspetos positivos que serão retidos e aplicados no futuro como boas práticas, entre eles a presença constante das tecnologias como facilitadoras de aprendizagens, de acesso ao conhecimento e à informação, contribuindo para os pressupostos da Sociedade da Informação”.

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