É uma obra “mais pesada” em termos de orçamento. São dois milhões de euros gastos para ‘escavacar’ todo o lar da Misericórdia de Amares, transformando num edifício moderno e em consonância com as exigências da terceira idade. “É um edifício com 30 anos que nunca foi intervencionado”, reconhece o provedor ao ‘Terras do Homem’.
Álvaro Silva fala de oportunidade para a requalificação: “ganhamos, no âmbito do 20/20 uma candidatura na área da eficiência energética para a colocação de capoto, iluminação, caixilharias num total de 770 mil euros”. Por isso, a decisão de avançar para obras mais profundas “era o que fazia sentido”.
“Nas atuais instalações, por exemplo, os quartos não têm casa de banho que, ainda, são coletivas o que dificulta, em muito, o trabalho das auxiliares”. À espera que a tutela reforce a verba do Pares 3.0, “os 110 milhões de euros disponíveis para o país todo são, manifestamente, insuficientes”, o Provedor não vai ficar parado e vai lançar o concurso público para a requalificação do lar.
“Iremos pedir financiamento bancário, se não tivermos a candidatura aprovada”, até porque “temos uma lista de espera enormíssima comparada com outras instituições. Temos uma excelente centralidade, estamos no coração da vila, temos estacionamento e os idosos não ficam ‘armazenados’ porque podem sair e dar uma volta”.
Com a requalificação vai ser possível aumentar a capacidade em mais nove passando para 54, ainda que seja necessária “a aprovação da Segurança Social”. Todos os quartos passarão a ser individuais, duplos ou triplos com casa de banho, haverá salas de leitura, biblioteca e um espaço de estímulo cognitivo (fruto de uma candidatura aprovada no âmbito da ATAHCA) aberto ao exterior.
Haverá ainda um reforço da equipa técnica, com fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros e nutricionista.
