“Apenas com mais um voto do que há quatro anos, o CDS-PP já terá uma grande vitória”

Cláudia Pereira é a atual líder do CDS-PP de Vila Verde e vai avançar com uma candidatura á Câmara nas próximas eleições autárquicas. Duas vitórias já tem no currículo: foi a primeira mulher candidata a Presidente da Assembleia Municipal e também a primeira mulher a liderar uma concelhia de um partido, em Vila Verde.

“Detesta” fazer promessas e aponta “turismo, agricultura, cultura” como áreas que “não estão a ser totalmente aproveitadas”.

Antes de falarmos propriamente na candidatura, queria recuar um pouco e perguntar-lhe se a estratégia que o CDS de Vila Verde seguiu foi a melhor, tendo em conta o atual estado do partido?
O CDS-PP de Vila Verde tem vindo a construir o seu percurso. Ao longo dos últimos quatro anos tenho sido a voz ativa, na Assembleia Municipal. Defendo que devem ser os dirigentes locais a definirem as melhores estratégias, para o desenvolvimento e crescimento local, afinal somos a base de uma estrutura.
No CDS-PP cada militante tem a sua opinião, todas as opiniões têm oportunidade de serem escutadas e debatidas. O CDS-PP é um partido que vai ao encontro das pessoas e que as ouve.
Sempre acreditei na política feita com pessoas e para as pessoas, e é isso que eu vou tentar concretizar com o apoio e envolvimento de todos os centristas e com quem se identificar connosco.

Quem é o CDS de Vila Verde atualmente? Sente que vai ser necessário recomeçar todo um percurso para cativar novos militantes e outros que, entretanto, se ‘ausentaram’ do partido?
O CDS-PP de Vila Verde é uma entidade com o olhar e a mente viradas para o futuro desta terra, com projetos inovadores, mas nunca descurando os nossos costumes e identidade. No que toca ao “recomeço”, é sempre importante cativar a população, em especial os jovens, pois são estes que terão um papel fundamental no avanço da nossa sociedade.

Que espaço tem o partido, em Vila Verde, com o surgimento de outras forças políticas mais à direita?
O CDS-PP continuará a ter o seu espaço em Vila Verde, sei que sou a líder mais nova e com menos experiência, mas não considero isso uma desvantagem, muito pelo contrário. Vejo-me como uma cidadã, com a minha experiência pessoal, de professora e de mãe, que administro a minha “casa” com rigor, que crio relações sociais com respeito pela diferença e que me entrego à política com espírito de missão, pelo que posso ser uma alternativa credível.
Não posso deixar de referir que estou na política ativa, apenas há cinco anos, mas considero que tenho tido um papel bastante positivo na Assembleia Municipal.
Respondendo à sua questão, todas as forças políticas são importantes num estado democrático, como o nosso. No que diz respeito, ao CDS-PP de Vila Verde, este irá sempre respeitar todas as forças políticas, pois quem determina as políticas e as estratégias, para Vila Verde, são os dirigentes locais do CDS-PP e não os dirigentes nacionais. Pois somos nós que vivemos cá, somos nós que conhecemos a realidade local. Aqui sim, está, grande diferença, relativamente às outras forças políticas, que parecem uma “cópia” do seu líder nacional. Como diz o ditado popular adaptado “Aqui em Vila Verde, devem mandar os que cá estão”.

O que se pode fazer para inverter esse rumo?
Ser eu própria, não vou cair na tentação de fazer promessas, pois detesto fazê-las, também não sei se as poderei cumprir. Sou uma pessoa que tem como base de tudo na vida, o trabalho. Pretendo fazer serviço público, pois é esse o meu objetivo fundamental, que infelizmente para alguns está a cair em desuso.

Tendo em conta este cenário, porque decidiu avançar com uma candidatura à câmara de Vila Verde?
Candidato-me por civismo, por respeito a uma terra que me viu nascer, crescer e que foi abandonada pelo poder político, nacional e local. Na verdade, podia achar que não há nada a fazer, no entanto, não sou pessoa de ficar quieta, sou uma lutadora e não me resigno. Considero que o nosso concelho tem um grande potencial, em diversas áreas, como nas áreas do turismo, agricultura, cultura, que não estão a ser totalmente aproveitadas.
Não sou candidata para me promover, candidato-me, porque posso ser uma alternativa credível, apesar de ser partidária, não vivo da política, tudo o que tenho concretizado pelo concelho, é por me considerar uma vilaverdense de gema e que tem orgulho de viver cá. Também tenho como objetivo levar a bom porto uma série de ideias que vão revolucionar o concelho, retirá-lo do marasmo, melhorando a qualidade de vida das suas populações, acabando com as simetrias existentes.
Ao aceitar este desafio, sinto que posso dar e acrescentar algo muito positivo pela nossa terra. Não pretendo, um dia, olhar para trás e sentir que desperdicei uma oportunidade de fazer algo, pois às vezes é mais fácil criticar, do que agir e participar ativamente. Tenho plena consciência que trabalhar para a comunidade é um dever de todos os cidadãos responsáveis.
Vila Verde precisa de uma nova dinâmica, de um novo ritmo, de um novo empenho, de uma nova dedicação, para poder concretizar as necessidades e carências da população.
Sei que sou uma pessoa com muito pouca experiência nestas lides, mas garanto-vos uma coisa, não tenho medo, nem sou pessoa de desistir facilmente. Tenho consciência que que terei muito para aprender, muitas barreiras para ultrapassar, mas vou contar com todos os que manifestem a vontade de me ajudar, de me apoiar e que acreditam nas minhas ideias. Na verdade, vou contar com todos que queiram participar ativamente no crescimento do nosso concelho.
Por tudo isto decidi aceitar este desafio, para praticar o verdadeiro serviço publico. Pretendo ser o ponto de união e não de divisão, quero contar com todos e ouvindo-os em todos os seus anseios. Só assim, posso aspirar a uma vitória.
Quero que esta minha candidatura, seja vista, como suprapartidária, isto é, que as pessoas coloquem acima de tudo o interesse do nosso concelho, independentemente das convicções políticas, pois aqui trata-se muito mais escolher de um projeto, do que propriamente votar num partido político.

Quais são as principais linhas de força?
Como já referi, anteriormente, não vou fazer promessas só para angariar votos, pois sou uma pessoa que cumpro o que prometo. Logo não vou fazer promessas, que não sei se as vou poder concretizar. Pretendo que o meu projeto, seja direcionado e focado para os seguintes pontos, pois o concelho de Vila Verde necessita: requalificação urbana e rural; revitalização do associativismo; apoio à infância e à terceira idade; políticas sociais; desenvolvimento da agricultura biológica; fomentar o ecoturismo; criar condições para o turismo religioso; investir na gastronomia; criar infraestruturas para prática de todos os desportos; cobertura integral de saneamento básico; criar condições para um concelho mais verde e ecológico.
Gostaria de que me dessem uma oportunidade para implementar as minhas ideias para Vila Verde, tenho consciência das dificuldades, mas uma coisa vos garanto, não será por falta de empenho, rigor e trabalho e elas não serão concretizadas.

Que análise faz do concelho, atualmente?
Atualmente, o concelho de Vila Verde está num avanço desigual em diferentes regiões. Como já referi diversas vezes, a região Norte do nosso concelho tem vindo cada vez mais a ser esquecida. Em inúmeras freguesias, o saneamento básico ainda não foi implementado e o investimento no turismo destas zonas é praticamente nulo. Ainda há um grande caminho a percorrer.

Onde pode o CDS-PP ser diferente?
O CDS-PP vai apresentar projetos diferenciadores, adaptados a cada situação. Queremos ser uma alternativa centrista credível que se adequa à situação política do nosso concelho, uma alternativa confiável, sincera e verdadeira. Pois, estes são os pilares principais de numa sociedade democrática. Atualmente, a nossa sociedade está desacreditada com poder político, pelo que pretendo reverter tal situação, mostrando que ainda há pessoas que que têm como único objetivo trabalhar, sem segundos propósitos.
Está na hora de começarmos a recuperar o tempo perdido, dar a oportunidade a quem quer fazer serviço público.
Garantimos a todos os vilaverdenses trabalho, empenho, dedicação e lealdade, para poder levar a cabo a execução de todas as carências básicas, para que todos os vilaverdenses tenham orgulho na sua terra. Temos a certeza que todos juntos podemos dar uma nova vida ao nosso concelho.

Com que expetativas parte para as eleições autárquicas?
Sou uma pessoa realista, sei que terei uma tarefa difícil, mas gosto de desafios. O caminho faz-se caminhando, seja qual for o resultado; já tive duas grandes vitórias, fui a primeira mulher candidata a Presidente da Assembleia Municipal e também a primeira mulher a liderar uma concelhia de um partido, em Vila Verde. Tudo o que se suceder será ótimo.

O que considera como um bom resultado?
Conseguir o mesmo número de votos, de há quatro anos, e mais um. Apenas com mais um voto, o CDS-PP já terá uma grande vitória.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *