Fármaco retardou a progressão da doença em 75,8% dos pacientes que participaram num estudo e fez com que o tumor desaparecesse em 16% dos participantes.
Um novo estudo demonstrou que o tratamento do cancro da mama metastático HER2-positivo com o medicamento Trastuzumabe Deruxtecan retardou a progressão da doença em 75,8% dos pacientes, em 12 meses, e fez desaparecer o tumor em 16% dos participantes.
O diretor do International Breast Cancer Center (IBCC), Javier Cortés, apresentou o ensaio clínico ‘DESTINY Breast-03’ este sábado no Simpósio Presidencial do Congresso ESMO 2021, onde destacou que o novo tratamento funciona como um “cavalo de Troia” e se revela, na sua opinião, altamente eficaz contra este tipo de cancro de mama.
Segundo o El Periódico, o fármaco é um anticorpo ou proteína que funciona como um tipo de quimioterapia oculta para células tumorais. Esse anticorpo liga-se ao recetor HER2, que se encontra na membrana das células tumorais, e entra no seu interior, sendo capaz de libertar a quimioterapia.
Para Javier Cortés, a ação deste medicamento é “tremendamente poderosa e muito significativa”, já que pode travar a progressão da doença e, em alguns casos, levar à cura.
O diretor do International Breast Cancer Center, um centro especializado no cancro da mama em Espanha, apelou à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para que seja alterada a atual ficha do fármaco, permitindo a sua utilização em pacientes que receberam apenas uma forma de tratamento desde que foram diagnosticados.
As autores do estudo defendem ainda que este fármaco poderá mudar o futuro do tratamento do cancro de mama metastático HER2-positivo, que representa 15% dos tumores de mama diagnosticados e é um dos subtipos mais comuns desta neoplasia.
