Apesar da pandemia, as tradições locais e regionais mostraram estar de boa saúde no terceiro dia das Festa das Colheitas, organizada pelo Município de Vila Verde. Artesanato, pecuária, etnografia, agricultura estiveram em destaque.
As atividades começaram bem cedo. Pouco depois do raiar da aurora já se viam as primeiras cabeças de gado bovino. No total, estiveram em Vila Verde mais de 200 animais de toda a região para o Concurso pecuário organizado pela CAVIVER. Como é habitual, decorados com flores e fitas de várias cores, os animais desfilaram pela vila em cortejo. Destaque também para o Concurso de Raças Avícolas Nacionais, promovido pela AMIBA, para promover e valorizar as espécies autóctones.

Já o recinto assistiu a uma montra de talento e criatividade com o Concurso de Artesanato. A iniciativa promovida pela Aliança Artesanal provou que tradição e modernidade podem caminhar de mãos dadas numa aliança harmoniosa. Ao início da tarde, uma viagem pelo tempo com a Feira Tradicional ‘Reviver o Passado’, organizada pela Associação de Folclore do Concelho de Vila Verde.
Pouco depois, tempo para a inauguração de um espaço dedicado às raízes da cultura popular. O Centro Etnográfico e Interpretativo de Vila Verde promete valorizar e promover alfaias, trajes, adornos e utensílios. Uma história que se funde com a do Grupo Folclórico de Vila Verde, pintada, fotografada e até escrita nas paredes.

O final da tarde e o início da noite ficaram marcados pelos espetáculos de música ao vivo. Das músicas tradicionais aos hits modernos, a Banda Musical de Vila Verde apresentou um repertório para agradar a públicos de diferentes idades e gostos musicais. A festa continuou com as melodias do concerto da Academia de Música de Vila Verde.
A noite terminou com rimas estruturadas e línguas afiadas protagonizadas por Naty, Anjinho, Malheiro, Aguiar, Né, Silva, Mickael Akordeon, Liliana Oliveira e Simão.
