Quatro obras para quatro anos de mandato de Manuel Moreira em Amares

São 4 obras que irão marcar os próximos 4 anos de mandato, os últimos, de Manuel Moreira à frente dos destinos da câmara de Amares: a requalificação do centro urbano da vila de Amares; a criação de um Pavilhão Multiusos/ Polidesportivo; a requalificação do Monte de S. Pedro de Fins e a criação da Praia da Ombra.

A sessão de tomada de posse do novo executivo municipal, com duas caras novas, Delfim Rodrigues da Coligação ‘Juntos por Amares’ e Valéria Silva do PS, decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho, contou com a presença de várias entidades concelhias e distritais e teve a animação a cargo dos alunos da escola de música de Luís Capela.

O ex-vice-presidente e vereador, Isidro Araújo, que acabou o mandato, foi um dos presentes mais saudados e lembrados com Manuel Moreira a referir-se a ele como “colega e amigo”, e salientando os seis anos “tão intensos de trabalho e dedicação a esta casa e a este concelho”.

Na presença dos presidentes de Câmara de Terras de Bouro e Vila Verde, Manuel Tibo e Júlia Fernandes, respetivamente, Manuel Moreira lembrou que nos últimos oito anos “o caminho nem sempre foi fácil. Mas, mesmo nos momentos em que esperavam que eu desistisse, o calor humano e o imenso apoio que sempre senti por parte dos amarenses, independentemente das suas convicções políticas e ideologias, foi o grande motor da minha força e determinação”.

Passados 8 anos, “permanece a capacidade de sonhar e a vontade de fazer acontecer. Mas Amares é já um concelho diferente”, referiu o autarca, “é um concelho solidário, que valoriza a dimensão humana, a educação e o bem-estar como pressupostos essenciais para o desenvolvimento económico e social, disponibilizando um pacote de apoios perfeitamente consolidados e conhecidos”.

Manuel Moreira reconhece que “há muito caminho e muitas frentes para o futuro. Um futuro que se faz de cooperação e planeamento, mas também de sonho e utopia. Um futuro que executamos e pensamos de mãos dadas com a população que servimos. Porque é nos olhos e na proximidade que sentimos o pulsar das suas expectativas e aspirações. Porque é de forma participada que queremos estar na vida política e continuar este caminho”.

Aos eleitos que tomaram posse, o autarca lembrou que “é fundamental que a nossa atuação nos diversos cargos que hoje assumimos seja pautada por uma cultura verdadeiramente democrática e cívica e que os valores da democracia se sobreponham, sempre, a toda e qualquer outra forma de estar e pensar a causa pública”.

João Januário reeleito
O presidente da Assembleia Municipal, João Januário, foi reeleito em lista única com 26 votos a favor, dois nulos e oito em branco. A acompanhá-lo na mesa estarão Júlia Silva e Luís Macedo, também, eleitos pelos pares.

Empossado para novo mandato, e num discurso cheio de referências subliminares, como vem sendo habitual, João Januário começou por lembrar que a vontade expressa pelos amarenses “exige respeito e responsabilidade para servir e melhorar a qualidade de vida do maior número possível de amarenses, em particular, todos aqueles que, ao nosso lado, vivem maiores dificuldades. Creio que este é um desiderato que a todos une e unirá durante os próximos quatro anos”.

Prometendo desempenhar o cargo “de forma isenta, rigorosa, justa e ponderada para garantir que as decisões democraticamente tomadas são aquelas que mais se ajustam às expectativas e às necessidades das populações que representamos”, o presidente da Assembleia quer voltar à realização de sessões descentralizadas, como já aconteceu e que a pandemia travou.

“Entendo que a democracia tem como atores os vencedores e os vencidos e não deve cristalizar-se no processo de competição política, mas ser encarada como um processo de cooperação e deliberação no espaço público, com o objetivo de alcançar decisões políticas que sirvam o interesse público”, acrescentou ainda.

E apresentou a expressão-chave da legislatura: deliberação pública. “Porque, se muitas decisões políticas terminam com o voto, como forma de decisão, aquilo que o deve proceder, é a deliberação e o debate com espaço para a defesa de posições contrárias e o escrutínio público”, sendo a Assembleia Municipal “o local mais abrangente e o espaço de eleição para percorrer esse caminho que depende objetivamente dos seus atores políticos, das regras e instituições que determinam as condições do seu funcionamento, e da cobertura equilibrada por parte dos meios de comunicação social”.

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