Vila Verde

GNR desvaloriza ameaças de militar a magistrados de Vila Verde

As reiteradas ameaças de morte a uma juíza e a dois procuradores da República, todos da Comarca de Vila Verde, por parte de um guarda do Posto da GNR de Vila Verde, foram desvalorizadas por oficiais do Destacamento e do Comando Territorial da GNR de Braga, que assumiram em uníssono nunca acreditar que concretizasse tais intenções de violência.

Na segunda sessão do julgamento, em Braga, do guarda Carlos Pereira Lima, de 38 anos, atualmente suspenso de funções e já em prisão domiciliária, o comandante distrital à data, agora brigadeiro-general Borlido da Rocha, afirmou que nunca viu no guarda qualquer “potencial ofensivo” contra os três magistrados, para eventualmente “dar esse passo”, referindo-se às ameaças que eram feitas no facebook e ao mesmo tempo às perseguições que o guarda Carlos Pereira Lima fazia à juíza e aos dois procuradores da República.

Por sua vez, já a comandante do Destacamento Territorial de Braga, capitão Maria Luísa Peixoto, teria como preocupação que o seu nome não fosse aliado à situação, até porque é igualmente natural e residente no concelho de Vila Verde.

O julgamento está a decorrer no tribunal de Braga e Carlos Pereira Lima é acusado de um total de 66 crimes, contra a juíza Alda Sá Faustino e dois procuradores da República, Nuno Filipe Ferreira e Ana Isabel Peixoto, que eram incomodados pelo guarda da GNR desde que foi condenado, por andar aos tiros, em Atiães,, contra um vizinho que devia dinheiro ao seu pai.

Carlos Pereira Lima, que foi entretanto desarmado pela GNR da sua pistola de serviço, prestou também funções profissionais nos Postos de Terras de Bouro e da Vila do Gerês.

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