PS de Amares considera orçamento “um modelo de gestão que é absolutamente desajustado e desequilibrado”

A Câmara Municipal de Amares aprovou ontem o Orçamento para 2022, contando com as abstenções dos vereadores do Partido Socialista, Emanuel Magalhães, Pedro Costa e Valéria Silva.

“Porque o PPI contempla investimentos que são urgentes e só pecam por tardios, naturalmente os vereadores do PS não criarão obstáculo, mas vão abster-se, porque não podemos compactuar com um modelo de gestão que é absolutamente desajustado e desequilibrado”, referiram na declaração de voto.

O documento aprovado representa “o típico orçamento de início de mandato que não olha às necessidades existentes”. Apesar de prever alguns investimentos importantes, como são exemplos das candidaturas a fundos estruturais previstos no Terreiro da Abadia e em Bouro Santa Maria, o orçamento apresenta “graves indicadores de desequilíbrio financeiro, que impedem mais investimento nas necessidades do território”.

“A Câmara Municipal de Amares continua a perder candidaturas e a subir exponencialmente as despesas correntes logo, caminhamos para uma asfixia que a médio prazo trará sérios problemas”, disseram os vereadores socialistas.

Exemplo disso, “as piscinas municipais fechadas há tanto tempo, perderam uma candidatura e agora vamos gastar 500 mil euros do orçamento municipal”, pelo menos, “finalmente poderemos voltar a ter piscina municipal”.

Na intenção de investimento, os socialistas registam algumas preocupações como o facto das “freguesias voltarem aos níveis habituais de desinvestimento. Tirando o ano das eleições, os Presidentes de Junta não conseguem que a Câmara faça investimento estruturante para as suas terras”, ou orçamento fala em “manter com empenho os projetos” Monte S. Pedro Fins, Praia da Ombra, Feira Semanal, requalificação das margens dos rios, etc.”, mas “no Orçamento nada há para estes projetos! Ou seja, fica tudo nas intenções”.

Os socialistas dizem, ainda, que “no Plano de Investimentos não se prevê novos investimentos estruturantes para o saneamento básico. Não há planos nem novos projetos de ampliação; na rede viária apenas algumas conclusões das já iniciadas este ano. E ficamos por aqui”.

Finanças
Para os socialistas “a receita corrente vai aumentar para esconder o desequilíbrio, mas, sabemos bem que a necessidade de fazer crescer as receitas correntes vai acontecer à custa das taxas que os amarenses vão pagar pela água, pelo saneamento e pela recolha de lixos. Seguramente, vamos ter novo aumento de tarifários”.

Também os custos com pessoal são referidos porque “continuam a subir exponencialmente. A projeção desta despesa para 2022 (quase 4,8M€), comparada com a do ano passado (cerca de 4,3M€) prova um acréscimo de despesas com pessoal de quase meio milhão de euros… mais 9% de custos com pessoal no próximo ano. E ao contrário do que se diz, de que resulta de atualizações salariais e não há novos colaboradores… todos sabemos que depois das eleições entraram pessoas para os serviços municipais.

A finalizar, “novamente uma enorme fatia na Aquisição de Bens e Serviços. Só de “Outros trabalhos especializados” leva-nos um milhão de euros! São despesas associadas a estudos, projetos, consultadoria, contratos de avença, contratos de tarefa, etc. que leva um milhão de euros!” e “de novo mais 195 mil euros em equipamento informático e em software! Em oito anos este executivo já gastou dois milhões de euros na informática”.

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