Vila Verde vai atribuir selo inclusivo a empresas e entidades

O Município de Vila Verde vai criar um selo municipal inclusivo para destacar empresas e entidades que tenham boas práticas na inclusão de pessoas com deficiência nas suas estruturas. A iniciativa foi apresentada, hoje, durante a semana da inclusão que está a decorrer no concelho.

Segundo explicou a presidente da câmara, “Vila Verde já tem boas práticas na inclusão de pessoas com deficiência, em áreas como a jardinagem, atendimento, na parte logística” e o selo vem “premiar todo esse trabalho, em parceria, que está a ser desenvolvido”. O regulamento e as candidaturas serão lançados em maio do próximo ano e os primeiros selos atribuídos em início de dezembro.

Simbolizado por um trevo de cinco folhas, “se o de três são comuns, se os de quatro são raros, os de cinco folhas são especiais”, revelou a autarca acrescentando que “o trevo é constituído por quatro corações simétricos em forma de folhas que se referem ao afeto, ao carinho e ao amor, interlaçados por uma quinta folha que não é perfeita”.

Sessão que deu frutos
A primeira parte da sessão foi preenchida com a visualização de um vídeo com quatro casos de pessoas com deficiência, três com capacidades especiais e à procura de emprego e uma quarta já integrada e a trabalhar no Município. Seria durante a sessão que juntou o vice-presidente da União Distrital das IPSS, Jorge Pereira, o diretor geral da Associação Empresarial de Braga, Rui Marques e o presidente da AEVH, José Manuel Lopes, que se passou “das palavras aos atos”.

Jorge Pereira, também presidente do Centro Social do Vale do Homem, mostrou a sua abertura e disponibilidade para inserir um dos jovens que apareceram no vídeo. “Dentro das nossas necessidades, estamos disponíveis para resolver o problema de um deles”, lembrando que nas estruturas que compõem o CSVH, “já temos pessoas com limitações a trabalhar. Gostaríamos que 5% do total de funcionários fossem pessoas com deficiência ou alguma incapacidade”.

Rui Marques salientou a necessidade de “induzir comportamentos para dinamizar a ação” recordando que “ainda há um caminho a percorrer nesta matéria”. Para o diretor geral da AEB, “ter lucro não é incompatível com a ética e a responsabilidade social”, incentivando as empresas a adotarem estas práticas porque “os ganhos são reais, são mais credíveis e os trabalhadores têm maior sentido de presença”.

Já José Manuel Lopes reforçou “o compromisso” para sensibilizar as empresas da região para a inclusão: “já temos empresas com esta preocupação e temos que lhe dar o seu devido valor”, por isso, “considero a ideia do selo bestial”.

O Instituto de Emprego e Formação Profissional aproveitou a sessão para explicar e divulgar os incentivos que existem para a empregabilidade de pessoas com deficiência ou alguma incapacidade.

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