Equipa de intervenção rápida em Vila Verde elogiada por populares e autarcas

Pouco passa das 08h00 quando Álvaro Rocha, Avelino Martins e o motorista Filipe Araújo saem das oficinas municipais, com o camião devidamente apetrechado com materiais para os pequenos grandes trabalhos que vão fazer naquele dia. A reportagem do ‘Terras do Homem’, acompanhou a equipa de intervenção rápida de Vila Verde, na freguesia de Sabariz, a chamada equipa ‘SOS-Obras’.

Criada, quinze dias depois de tomar posse, a equipa de intervenção rápida foi uma das primeiras decisões da presidente de câmara de Vila Verde. Júlia Fernandes convidou os três elementos para formarem a equipa cujo objetivo é reparar pequenas ‘grandes’ intervenções nas diferentes freguesias.

Em Sabariz, na zona da igreja, os três homens dedicaram-se a concertar as lajes das escadas de acesso quer do cemitério quer da igreja. “São pequenas coisas que vêm ajudar em muito as juntas de freguesias. Normalmente, vamos adiando a sua reparação porque temos sempre outras coisas para fazer e a criação desta equipa vem resolver esses problemas”, reconhece o presidente da junta, Fernando Silva.

O autarca chama-lhe “pequenas grandes reparações: podem parecer coisas supérfluas, mas as pessoas reparam e estão sempre a pedir para concertar” e a prova é que, enquanto Fernando Silva fala com o ‘Terras do Homem’, uma senhora, antes de entrar no cemitério, desabafa com um sorriso: “finalmente, vão por isto direito”.
Antes de chegaram à igreja, os três homens já tinham estado no rio da Malheira a desentupir um canal e a retificar um piso, num conjunto habitacional, que cedeu junto a uma tampa de saneamento.

Olhos de lince
Enquanto preparam a massa e removem as lajes para as voltarem a por no sítio, os três homens falam do seu trabalho: “foi uma ideia da senhora presidente que nós aceitamos logo”. Apesar do trabalho estar mais ou menos articulado com os presidentes da junta, a equipa pode ir mais além: “se ao passarmos num local, detetamos alguma coisa que precisa logo de ser resolvido, nós fazemos”. E dão exemplos: “colocar a sinalização num buraco, limpar sinais de trânsito ou reparar pequenos declives em passeios ou ruas que se podem tornar perigosos para as pessoas, ou até cortar algum ramo que possa criar uma situação de perigo”.

Com verdadeiros olhos de lince, dois meses depois, a equipa já vê o seu trabalho reconhecido pelas pessoas. “Em Vila Verde, por exemplo, estávamos a fazer um outro serviço quando um senhor nos chamou a atenção para uma laje de um muro junto ao parque infantil que estava em risco de cair. Fomos lá e resolvemos o assunto porque, efetivamente, aquilo estava perigoso”.

Diretamente ligados à presidente da câmara, é com ela que articulam o trabalho e as freguesias para onde vão, a equipa de intervenção rápida já esteve Vila Verde e Barbudo, Lage, Cabanelas, Gême, Pico de Regalados, Gondiães e Mós e Sabariz (até ao dia em que a reportagem foi realizada) e irá passar por todas as outras freguesias.

Coordenação
Para a presidente da câmara, a criação desta equipa era uma ideia que estava a marinar há algum tempo: “fomos falando com os presidentes de junta e percebendo que uma equipa como esta fazia todo o sentido, já que responde, de forma rápida, aos problemas, que são muitos e diários, que vão surgindo”.

Foi Júlia Fernandes que escolheu e convidou, pessoalmente, os três elementos, que já estavam noutras divisões municipais: “são autênticos ‘faz-tudo’, completam-se muito bem e estão muito motivados. Aliás, como estão atentos a tudo conseguem fazer mais até daquilo que lhes é pedido”.
A vantagem desta equipa “é poder resolver problemas que teriam dificuldade em ser resolvidos, em calçadas, passeios, sinais tombados, guias fora do sítio”, sempre acompanhados pelos presidentes de junta. Os três homens vão andar por todo o território, numa primeira fase, passando por todas as freguesias. “É um trabalho articulado com os presidentes de junta e eu depois decido para onde vão trabalhar”.

“É uma equipa versátil e com condições para responder de forma célere a problemas e anomalias que exigem intervenções rápidas e de pequena monta, mas que afetam a vida diárias das pessoas, provocam incómodos e riscos graves para a segurança da população e utilizadores dos espaços públicos”, aponta Júlia Fernandes.

A constituição da “Equipa SOS – Obras” resulta de um compromisso assumido pela líder do Município, que pretende reforçar a versatilidade e a celeridade da capacidade de resposta dos serviços municipais, enquanto fator importante de valorização da qualidade de vida no concelho.

Reconhecendo o carater experimental desta equipa, Júlia Fernandes não tem problemas em reconhecer que “está a funcionar muito bem: a reação das pessoas tem sido muito positiva e vão, elas próprias sugerindo intervenções que depois a equipa vai ao local perceber se pode ou não intervir”.

App no futuro
Com muito trabalho pela frente até concluíram todas as freguesias, onde estão uma semana em cada, no futuro, a autarquia está a pensar tornar a participação das pessoas mais efetiva. “Como esta é uma equipa de proximidade, não está posta de parte a criação de uma aplicação ou outra ferramenta, onde as pessoas possam sinalizar estes pequenos problemas”.

Uma ideia ainda com pernas para andar até porque é intenção da autarca que a “equipa passe, primeiro por todas as freguesias”. A verdade é que com o sucesso palpável no terreno, Júlia Fernandes, não descarta a possibilidade de replicar mais destas equipas. “É uma situação que teremos sempre que avaliar porque há, outros fatores a ter em conta”, mas “há essa possibilidade de ter mais um ou duas equipas de intervenção rápida”.

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