O jornalista Paulo Vila, que é também o diretor do Jornal de Barcelos, acaba de publicar um livro sobre “a censura e as barreiras” que tem denunciado em editoriais, referindo-se à Câmara Municipal de Barcelos e ainda à Associação Comercial e Industrial de Barcelos, em crónicas com os rostos da inapagável da insidiosa e perturbadora miséria moral e ética que se abateu sobre o concelho de Barcelos de maio de 2016 aos últimos meses de 2021”.
No seu novo livro, “A Liberdade contra o medo – a luta do Jornal de Barcelos pelo direito à informação”, Paulo Vila destaca “a denúncia incessante dos desmandos da governação municipal na sequência de uma crise política que, em Maio de 2016, deixou o Município de Barcelos a ser governado apenas por um presidente e uma vereadora” e “à constelação de interesses que, tanto na Câmara Municipal, como na Associação Comercial e Industrial de Barcelos, se formaram, para delas retirarem proveitosos, mas ilegítimos, ganhos”, diz.
O que, segundo o jornalista Paulo Vila, “levou a que o Jornal de Barcelos fosse objeto de uma campanha sem precedentes que visava desacreditá-lo perante a opinião pública, assim como asfixiá-lo económica e socialmente”, denúncias sucessivas reunidas em livro.
Desse “combate contra a desinformação, a falta de transparência, o nepotismo e o despotismo, a intimidação reiterada, a depravação e o medo, a perfídia e o assédio”, resultou um conjunto de editoriais que acabam de ser republicados em livro, uma edição de autor do jornalista Paulo Vila, em cujos textos o diretor do Jornal de Barcelos denuncia “as sistemáticas barreiras estrategicamente erguidas com o único propósito de impedir o livre acesso às fontes de informação, que ora por mero preconceito ora por incapacidade”, foram “ostensivamente ignoradas por quem tem o exato dever de assegurar o livre exercício do direito à informação e à liberdade de imprensa – a Entidade Reguladora para a Comunicação Social”.
Paulo Vila destaca “a discricionariedade com que o atual Conselho Regulador da ERC tem tratado o Jornal de Barcelos”, cuja atuação considera que “envergonha o Estado português porque, conscientemente, limita o direito constitucional de informar e a ser informado”, concluindo que “no que concerne a Barcelos, a ERC escolheu colocar-se ao lado dos inimigos da transparência democrática e daqueles que vivem mal com a liberdade de imprensa”.
A fechar a nota prévia, o autor diz que este foi “um combate coletivo” levado a cabo por “uma voz livre e fortemente comprometida com a verdade, o Jornal de Barcelos, assim possibilitando que “o concelho não ficasse refém da mentira e das boas intenções de quem se veio a revelar não ter qualquer réstia de princípios morais ou éticos, seja no exercício de cargos públicos, no desempenho de funções dirigentes ou, tão-somente, no relacionamento interpessoal e os seus nomes figuram abundantemente ao longo deste livro, eles são o rosto inapagável da insidiosa e perturbadora miséria moral e ética que se abateu sobre o concelho de Barcelos entre Maio de 2016 e os últimos meses de 2021”.
No prefácio, o jornalista Luís Manuel Cunha afirma que “este livro que em boa hora se publica é uma compilação de editoriais publicados no Jornal de Barcelos, representando uma contribuição e um estímulo a essa fascinante atividade que é o jornalismo.
E se, por um lado, consubstancia “uma redação livre, imune a constrangimentos, ameaças e a todo o tipo de bloqueios”, por outro, é, acima de tudo, a afirmação plena de um jornalista, Paulo Vila, que decidiu publicá-lo com o objetivo de “manter viva a memória sobre um dos mais censuráveis períodos da longa e virtuosa história de Barcelos e do seu concelho”.
