“Todos os dias sobem os preços, todos os meses os nossos ordenados e pensões ficam mais pequenos. A guerra tem as costas largas, as sanções caem-nos em cima e o governo não faz nada para parar a especulação desenfreada. É preciso impor que os combustíveis, a alimentação, os transportes, os medicamentos, as rendas e todos os bens essenciais tenham preços justos e suportáveis para a maioria” quem o diz são os promotores de um protesto, sábado, em Braga e Guimarães contra o aumento do custo de vida.
O protesto em Braga está marcado para o Mercado Municipal a partir das 09h30, e em Guimarães, à mesma hora, no cruzamento da Escola Francisco de Holanda, em Guimarães.
Domingos Veloso e José Cunha lembram que “mesmo antes da guerra na Ucrânia os preços já estavam a subir. Há quem lucre com a desgraça alheia. Foi assim no passado, foi assim com a COVID, e mais uma vez querem que assim seja com o pretexto da guerra. Assim se vê quem aproveita a guerra e as sanções”.
Os dois porta-vozes do movimento acrescentam que “a crise não tocou toda a gente da mesma maneira, estamos todos no mesmo mar, mas não vamos no mesmo barco. Uns pagam e outros lucram e muito, vejam-se os lucros da GALP, do Pingo Doce, Sonae, da EDP, dos Bancos…” dizendo ainda que, “estes aumentos selvagens que enfrentamos vão ter efeitos nos custos dos transportes, nos preços dos alimentos; e o Banco Central Europeu vai fazer a política do costume, aumentando as taxas de juro para salvaguardar o dinheiro dos ricos. Com estas opções quem vai sofrer mais são aqueles que trabalham e que vão ter que pagar os empréstimos das casas a preços mais elevados”.
E lançam um apelo “a todos os que sentem na pele o agravamento do preço dos combustíveis, o aumento do custo de vida, que se unam para travar este processo de roubo que está em curso, que, por diversas formas e em diferentes locais nos próximos dias, demonstrem a vossa indignação e exijam ao governo medidas concretas para impedir que, mais uma vez, haja quem se aproveite da crise”.
Nos protestos, vão ser exigidos, “a fixação e regulação dos preços dos combustíveis, da energia e de todos os bens essenciais em particular dos bens alimentares; a imediata redução do IVA de 13% para os 6% no gás e de 23% para os 6% na eletricidade e que os dividendos das grandes empresas sejam, neste momento de crise desviados das contas dos acionistas para um fundo de emergência nacional para responder ao aumento do custo de vida”.
