Amares

Assembleia Municipal de Amares aprova relatório de contas com abstenção do PS

Com oito abstenções do Partido Socialista, a Assembleia Municipal de Amares aprovou, por maioria, o relatório de contas referente a 2021. O presidente da câmara, Manuel Moreira, salientou o resultado líquido positivo de 2,3 milhões de euros; do lado do PS, Domingos Paulo, apontou as fraquezas vertidas no relatório.

Num ano de 2021 marcado “pela incerteza”, para o autarca foi “também um ano de muitas concretizações. Um ano em que, apesar de tudo, conseguimos realizar obras importantes e estruturantes. Um ano em que, apesar de tudo, conseguimos concretizar anseios das nossas populações. Foi um ano de crescimento e evolução nas infraestruturas do nosso concelho e os resultados estão à vista de todos”.

Manuel Moreira disse quem 2021, “aumentamos 32% o investimento em obra, relativamente ao ano anterior, através, sobretudo, de capitais próprios da autarquia” e “os valores de execução da despesa e da receita são superiores a 16 milhões de euros e as taxas de execução globais rondam os 90%”.

A receita global arrecadada pelo município atinge 16 milhões e 240 mil euros e a despesa global regista 16 milhões e 236 mil euros, valores muito próximos do ano 2020.

A receita corrente “continua com uma tendência de crescimento, tendo-se situado em 2021 nos 13 milhões e 536 mil euros, registando um aumento de cerca de 1 milhão de euros relativamente ao ano anterior de 2020”.

PS
Do lado do PS, Domingos Paulo fez uma análise em duas vertentes, na parte técnica e na parte política. Na primeira apontou os pontos fracos da análise ‘SWAT’ inscritos no documento, como questões a ponderar, nomeadamente, o conhecimento, as debilidades no planeamento de gestão, as fragilidades no digital, a dependência do financiamento externo e as limitações financeiras para a formação profissional.

“A análise da taxa de execução não parece tão boa como o presidente quis fazer crer”, referiu Domingos Paulo destacando a taxa de execução de candidaturas que “ficou aquém do previsto”.

Na parte política, lembrou “a necessidade de promover todo o concelho no seu todo e de forma coerente” e pediu a inclusão de mais dados como fatores de competitividade, indicadores financeiros, níveis de escolaridade e competências profissionais”.

Coube a Martinho Braga do PSD fazer a apologia do documento destacando as receitas de execução, os projetos executados e a necessidade de se continuar a trabalhar para o futuro doas amarenses, mantendo as medidas sociais de apoio às famílias, à saúde e criando condições para que mais empresas se possam fixar no concelho.

Antes da ordem do dia
No período antes da ordem do dia, a deputada independente, Carla Fernandes, chamou a atenção para modernização dos serviços municipais, nomeadamente “ara a morosidade na resposta aos cidadãos e sugerindo a criação de um provedor do Munícipe. “Falta quem assuma a responsabilidade dos dossiers” referiu.

Um problema que Manuel moreira assume existir: “temos feito um esforço muito grande na modernização dos serviços, mas reconheço que a eficácia tem que ser mais célere. Falta ligação entre setores e estamos a trabalhar nisso. Mudamos pessoas de seção e estamos a tentar rentabilizar ao máximo as que temos. As pessoas não têm que vir ter comigo para resolver os seus problemas, têm que ter uma resposta da parte do município”. O autarca reconhece, ainda, que “há formas de pensar e de trabalhar que não se mudam de um dia para o outro”.

Mário Paula da coligação ‘Juntos Por Braga’ deu conta da aprovação em sede da CIM-Cávado da pretensão do concelho de Amares em ter todo o território inserido na baixa densidade “porque só assim podemos ser competitivos em relação aos concelhos vizinhos”.

Alexandra Ferreira do PS quis saber os critérios de contratação da pessoa que está na galeria de Artes. Manuel Moreira explicou que, “inicialmente, a ideia era fazer umas exposições temporárias, mas a Conceição Gonçalves apresentou uma proposta onde se compromete a fazer ações de formação e atividades e a ter uma exposição diferente todos os meses e nós aceitamos”.

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