Vila Verde

PJ de Braga intrigada com cadáver em poço no Campo da Feira em Vila Verde

A Polícia Judiciária de Braga continua a investigar em várias frentes o caso de um cadáver que foi encontrado há duas semanas, no fundo de um poço, no Campo da Feira, no centro de Vila Verde, mantendo a tese de homicídio como muito provável.

No entanto, os trabalhos dos investigadores criminais estão a ser dificultados pelas dificuldades de identificação do corpo.

O mutismo dos responsáveis do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Braga, aliado ao facto de terem voltado na semana seguinte ao mesmo local, procurando diversos vestígios corporais da vítima, que tudo indica, seria um homem de meia idade, onde viria a encontrar mais ossos do cadáver em decomposição, diz bem das dificuldades para a PJ.

A Brigada de Homicídios e peritos da Equipa de Cena de Crime procuravam, nos últimos dias, encontrar a dentadura ou pelo menos alguns dentes da vítima, de quem encontraram uma carteira desfeita, para tentar chegar à sua identificação, tendo participado na autópsia, realizada no Gabinete Médico Legal e Forense do Cávado, em Braga.

As dificuldades são evidentes como prova o cadáver, muito deteriorado, e que pouco “revela” acerca das circunstâncias desta morte violenta.

Tal como o ‘Terras do Homem’ noticiou, na sua edição online, o cadáver foi encontrado ao início da tarde do dia 14 de abril, por um grupo de operários que ali está a remodelar a chamada Casa Grande da antiga Quinta da Botequina, para a nova sede do Grupo Folclórico Infantil, deparando-se com o achado macabro no poço de rega.

Inicialmente, os Bombeiros Voluntários de Amares auxiliaram os seus camaradas de Vila Verde, na retirada do cadáver, tendo sido depois os Bombeiros Voluntários de Barcelos, em ambos os casos as suas equipas de mergulhadores, a drenarem mais água do poço, que permitiu recuperar alguns ossos e dentes da vítima cuja identidade ainda se desconhece.

O local onde se situa o poço de rega, por detrás da Central de Camionagem, costuma ser movimentado, especialmente durante a semana, mas à noite é um sítio ermo. Nas imediações, na zona do parque de estacionamento, são muito propícias para tráfico e consumo de droga, embora não existam, para já, nesse sentido relações confirmadas com a toxicodependência.

Todas as hipóteses em aberto
Todas as hipóteses estão em aberto, desde homicídio a suicídio, passando ainda por acidente, embora o facto de a tampa superior do poço estar tapada e a porta da “casa das máquinas” fechada, parecer indiciar que houve intervenção de terceiros na morte, ou que, inadvertidamente, alguém tivesse voltado a tapar este poço, sem se aperceber do cadáver.

Por outro lado, não é conhecido o desaparecimento de alguém, ultimamente, quer em Vila Verde, quer nos concelhos limítrofes, o que adensa ainda mais o mistério à volta do caso.

Quem conhece bem a zona é Domingos Silva, comerciante de sementes, em Vila Verde, antigo trabalhador rural da Quinta da Botequina, tendo sido dos primeiros vilaverdenses a chegar ao local da ocorrência.

Ao ‘Terras do Homem’ disse que “este poço tem sempre muita água, porque se destinava a rega, por isso não foi muito fácil os bombeiros retirarem o cadáver de lá dentro”, adiantando “não haver notícia de ninguém desaparecido da zona”.

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