Terras de Bouro

Câmara de Terras de Bouro e Governo renovam protocolo para equipa de ‘guarda rios’

O secretário de Estado do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino, presidiu à cerimónia de renovação do protocolo de um projeto pioneiro que está a ser desenvolvido em Terras de Bouro. Sete homens compõem a equipa de ‘guarda rios’ que efetuam trabalhos de limpeza e valorização das margens dos rios.

O protocolo assinado pelo Município e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), através do Vice-Presidente, Pimenta Machado, prevê uma verba de 50 mil euros. No final do ano de 2020, foi feito um protocolo com cerca de 100 mil euros, no final de 2021 mais 50 mil euros e agora mais 50 mil euros. A diretora do ICNF, Sandra Sarmento, também, marcou presença na cerimónia.

João Paulo Catarino salientou a dimensão social do projeto: “a valorização dos nossos rios é determinante no contexto da paisagem, mas eu destacaria a dimensão social. estamos a criar emprego de pessoas do território, que defenderão e trabalharão nestas área com uma paixão completamente diferente de outros que possam ser contratados de um qualquer empresa”.

Para o governante, “estas pessoas que estão aqui permanente vão, com certeza, defender um território que é deles, onde vivem, onde têm a família, de forma diferente”. João Paulo Catarino acrescenta que “a grande valorização que podemos fazer por estes territórios, é criar condições às pessoas que vivem aqui, se possam valorizar pessoal e profissionalmente”.

No fundo, para o secretário de estado, o projeto é o reativar dos guarda rios, “é termos pessoas dedicadas e especializadas na prevenção dos rios, e na fiscalização e limpeza, porque os rios são ativos importantíssimos para a valorização de toda a paisagem”.

Faculdade para outros municípios
O presidente da câmara de Terras Bouro salientou “o renovar do trabalho que foi realizado por esta equipa. Temos esta dinâmica de atrair investimento para o nosso território indo ao encontro de um território que deixou de ter agricultura tradicional, muito do trabalho das margens, também, era feito pelos agricultores, e muitos estão abandonados e onde nem se passa”.

Com esta criação destes postos de trabalho, a APA “percebeu, desde a primeira hora, a importância deste trabalho e é para nós um orgulho saber que a APA o quer replicar a nível nacional, tornando Terras de Bouro um faculdade a céu aberto para que outros possam vir a Terras de Bouro perceber a dinâmica no terreno”.

O autarca lembra que este trabalho tem permitido que “os mais jovens que passam as férias de verão no concelho possam voltar a usufruir dessas zonas ribeirinhas”. Há ainda toda a sinalização e monitorização das espécies ambientais

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