O agravamento dos efeitos da seca extrema e da crise de contexto global sobre os agricultores e a agricultura, com impacto na segurança e abastecimento alimentar das populações, está a preocupar os deputados do PSD
Perante a situação crítica exposta por agricultores minhotos e pelos dirigentes da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), o deputado social-democrata Carlos Cação reclamou hoje medidas urgentes por parte do governo para assegurar “a sustentabilidade e a competitividade dos produtores nacionais”.
“Não é aceitável que, perante o agravamento da situação crítica em que nos encontramos, por força das condições climatéricas e também devido aos efeitos da guerra na Ucrânia, continuem por chegar aos agricultores as medidas de apoio há muito anunciadas, nem mesmo os apoios previstos através de fundos comunitários”, lamentou Carlos Cação.
O deputado vilaverdense sublinhou ainda o alerta do grupo parlamentar do PSD quanto ao “incumprimento dos vários apoios anunciados e das sucessivas promessas”, incluindo os prejuízos pelas intempéries desta primavera que afetaram de forma particular produções nos distritos de Braga e Viana do Castelo.
Como vincaram representantes da CAP e dirigentes associativos da região do Minho e Vale do Homem em encontros para avaliar a situação na agricultura, “os apoios assumidos pelo governo, além de escassos, continuam por se concretizar, o que contribuiu para o agravamento dos problemas”.
De acordo com o grupo dos deputados do PSD na comissão parlamentar de agricultura, “a crescente escalada nos preços dos fatores de produção, os efeitos da seca severa e extrema em todo o território nacional, bem como os condicionalismos dos mercados internacionais, fruto da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, estão a afetar de forma muito grave a atividade agrícola e a sua rentabilidade”.
Os parlamentares social-democratas avisam que “é bom que se perceba que, apesar de toda a determinação e espírito de resiliência, a capacidade de endividamento dos agricultores nacionais está longe de ser ilimitada. A continuarmos neste caminho, não será só a sustentabilidade e competitividade da agricultura portuguesa que estará em causa, mas também a nossa segurança alimentar”.
