Os associados que requereram a última Assembleia Geral estão “estupefactos” com o comunicado publicado pela direção dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, publicado nas redes sociais e que dá conta do que se passou na dita reunião.
Acusam a direção de “total desrespeito e ingratidão, pelo ilustre presidente da Assembleia Geral, (Professor Mota Alves), que tem décadas de trabalho dedicado ao Bombeiros de Vila Verde e que, inclusive, pediu publicamente, aos presentes, na Assembleia Geral Extraordinária que os assuntos daquele dia ficassem ali e o que respeita à AHBVVV fosse debatido em sede própria, e local próprio na esfera da Associação sem transvasar para a praça pública!”.
E vão mais longe nas acusações: ” houve um aproveitamento da direção em passar por cima da Assembleia Geral e do seu ilustre presidente, não dando ouvidos, ignorando o pedido deste, vindo para a praça publica divulgar abusivamente, sem pejo de forma descarada, desenvergonhada e desprovida de lisura, o que se passou na Assembleia Geral Extraordinária, sem dados concretos, sem factos apurados como por exemplo no que respeita a pontos que carecem de investigação”.
Os ditos associados lamentam que “o tal comunicado tenha sido feito pela direção, quando quem deu provimento ao requerimento foi a assembleia geral, tendo esta coordenado os trabalhos que lhe competiam e sendo a esta que cabia pronunciar-se sobre o que aconteceu em reunião e dar, se assim entendesse, nota pública!”.
Denúncia no Ministério Público
No comunicado enviado ao ‘Terras do Homem’, o grupo de associados diz que por “respeito ao Presidente da Assembleia Geral e ao seu pedido expresso não se manifestarão em praça pública sob o conteúdo da mesma, em particular do ponto 3 da ordem de trabalhos, cujo mesmo, acometido de suspeição, não foi objeto de qualquer esclarecimento por parte da direção na pessoa do presidente Paulo Renato Rocha, ao se ver confrontado com outras provas reais. Este assunto já foi encaminhado pelos requerentes à entidades competentes para investigação, nomeadamente Ministério Público”.
Comunicado da direção
A direção liderada por Paulo Renato publicou um longo comunicado dando conta das incidências e discussões dos três pontos em análise na Assembleia Geral pedida por um grupo de associados.
O ponto 3 da ordem de trabalhos prendia-se com um pedido de esclarecimento acerca de recibo de pagamento de quotas. “Em relação a este ponto, um associado, no desenrolar da reunião da Assembleia, exibiu e entregou ao Presidente da Assembleia Geral uma fotocópia de um recibo de pagamento de quota que não correspondia ao original existente nos serviços”, começa por explicar Paulo Renato.
Segundo o presidente da direção a situação “põe em causa um elemento efetivo do Conselho Fiscal, pondo em questão o seu bom nome na praça pública, bem como de todos os Órgãos Sociais, os quais não se compadecem com mentiras e deturpações pelo que o caso seguirá os parâmetros legais como merece”.
E acrescenta que o caso será devidamente tratado pelas autoridades competentes.
Para Paulo Renato, “a Direção está sempre disponível para esclarecimentos de dúvidas que qualquer associado queira ver clarificado, quer em Assembleias Extraordinárias, ordinárias ou pessoalmente, desde que o faça em local próprio e dentro das condições estabelecidas pelos Estatutos em vigor nesta Associação”.
