No primeiro semestre deste ano, o número de dormidas no concelho de Braga subiu 135% face ao mesmo período de 2021. Ainda assim, ficou 5% abaixo do registado no primeiro semestre de 2019.
O hotelaria acompanha assim a retoma que se faz sentir na restauração e no comércio, “recuperando de forma acelerada” depois da crise causada pelas medidas para controlar a pandemia da Covid-19.
“A meio de 2022 temos uma retoma que, na altura da pandemia, só se esperava atingir em 2023 ou 2024”, constata Rui Marques.
O diretor geral da Associação Empresarial de Braga (AEB) nota ainda que apesar de não ter sido atingido o número de dormidas de 2019, “os proveitos foram superados”.
Quer isto dizer, que apesar de menos dormidas face ao primeiro semestre de 2019, o concelho já lucrou mais nesse sector.
“O grande desafio é conseguir o máximo de valor possível destes fluxos que também causam algum desgaste à cidade”, nota o responsável.
Rui Marques salienta ainda que este crescimento alcançado no primeiro semestre de 2022 se deve, sobretudo, ao crescimento das dormidas de estrangeiros.
Face ao período homólogo de 2021, registou-se um aumento de quase 500% nas dormidas de estrangeiros, enquanto que as dormidas de residentes (nacionais) estão a crescer, mas a cerca de 65%.
