Amares

Solução para as Termas de Caldelas passa pela concessão

Depois do concurso público para a concessão das Termas de Caldelas ter ficado vazio, a câmara de Amares ficou ‘livre’ para negociar com interessados o futuro do complexo termal. Ao ‘Terras do Homem’, o presidente da câmara de Amares garantiu que a solução passa “pela concessão” e que o processo “está bem encaminhado” faltando discutir “questões jurídicas” numa reunião que deverá ocorrer no final desta semana. O autarca espera até final do ano ter a questão resolvida.

O assunto foi abordado na última reunião do executivo trazido pelo vereador do PS, Pedro Costa, que quis saber o caminho que a autarquia ia seguir depois do concurso público ter ficado vazio e depois de ter sido ventilada a possibilidade de uma Parceria Público Privada (PPP).

O Presidente da Câmara, Manuel Moreira, não fechou a porta a nenhuma solução: “há várias hipóteses e se falei numa PPP foi porque um dos interessados sugeriu essa hipótese”. No entanto para o autarca, “uma PPP não me parece ser a solução porque continuo a dizer que não temos vocação para gerir as termas”.

Quatro empresas já fizeram mais perguntas sobre o processo da concessão das Termas, mas uma coisa é certa: “a concessão terá que ser feita nos mesmos moldes do concurso público, porque qualquer alteração obriga a submeter a novo concurso”. Isto é, a concessão terá o mesmo projeto e as mesmas condições financeiras.

Revelando um pouco mais das conversas que tem tido, Manuel Moreira adiantou que “um dos interessados quer tornar as Termas um local mais digno e inclusive associá-las ao projeto do golfe”.

Vereadores do PS com posições diferentes
O vereador do PS, Emanuel Magalhães, “não vê mal nenhum numa PPP, desde que sejam acauteladas as condições financeiras para o Município” e acrescentou que “as Termas de Caldelas têm de ser competitivas e para isso precisam de ser modernas e inovadoras, se assim não forem não faz sentido qualquer projeto para ali porque vamos perder em relação a todas as outras existentes no país e até na vizinha Galiza”.

Já Pedro Costa considera a “concessão como o caminho a seguir: se a câmara tivesse uma pujança financeira o caminho seria a municipalização, mas não tem. Uma PPP não nos retira o ónus financeiro e nós não sabemos quanto vais custar”. Por isso, “a concessão é o caminho, mas é preciso ter alguém que saiba o que está a fazer”.

A verdade é que nos próximos dias, este dossier poderá ter novos desenvolvimentos. A intenção da autarquia é que as Termas arranquem a nova época termal com todo este processo fechado, obras incluídas.

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