Minho

Acampamento em Braga contra a especulação dos preços da habitação e bens essenciais

Todos os dias sobem os preços, todos os meses os ordenados e pensões ficam mais pequenos. A guerra tem as costas largas, as sanções caem-nos em cima e o governo não faz nada para parar a especulação desenfreada.

É preciso impor que os combustíveis, a alimentação, os transportes, os medicamentos, o acesso à habitação e os bens essenciais tenham preços justos e suportáveis para a maioria.

Mesmo antes da guerra na Ucrânia os preços já estavam a subir. Há quem lucre com a desgraça alheia.
A crise não toca a toda a gente da mesma maneira, estamos todos no mesmo mar, mas não vamos no mesmo barco. Uns pagam e outros lucram e muito, vejam-se os lucros da GALP, do Pingo Doce, Sonae, da EDP, dos Bancos, das Seguradoras …

Estes aumentos selvagens que enfrentamos vão ter efeitos nos preços dos alimentos; e o Banco Central Europeu vai fazer a política do costume, aumentando as taxas de juro para salvaguardar o dinheiro dos ricos. Com estas opções quem vai sofrer mais são aqueles que trabalham e que vão ter que pagar os empréstimos das casas a preços mais elevados.

Os trabalhadores vão ter mais dias sem chegar o ordenado e os senhores do dinheiro vão fazer desta crise uma nova oportunidade para espremerem ainda mais quem trabalha.

Se é necessário pagar a crise, então que se comece pela contribuição daqueles que em todas as crises se enchem à custa da desgraça da maioria.

A comissão organizadora apela a todos os que sentem na pele o aumento do custo de vida que se unam para travar este processo de roubo que está em curso, que demonstrem a sua indignação e exijam ao governo medidas concretas para impedir que, mais uma vez, haja quem se aproveite da crise, participando no acampamento contra a especulação dos preços da habitação e bens essenciais, amanhã, às 10h30, na Arcada
em Braga.

“• Exigimos a fixação e regulação dos preços dos combustíveis, da energia e de todos os bens essenciais em particular dos bens alimentares.
• Exigimos a imediata redução do IVA de 13% para os 6% no gás e de 23% para os 6% na eletricidade
• O aumento geral dos salários, reformas e pensões
• Combate à especulação imobiliária e medidas que protejam as famílias do aumento dos juros e das rendas.
• Exigimos que os lucros das grandes empresas financiem um fundo de combate à crise”.

Travar o aumento do custo de vida é garantir condições de vida para a maioria, mas é também parar o roubo e o aproveitamento por parte dos mesmos de sempre. Será pedir muito que não sobre sempre para os mesmos pagar a crise dos outros?

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