Na região de Braga são várias as situações que confirmam a necessidade de investimento e reforço dos meios no Serviço Nacional de Saúde. Nesse sentido, delegações do PCP com a participação de João Dias, deputado à Assembleia da República, e de Bernardino Soares, membro do Comité Central e responsável pela Área da Saúde, cumpriram um programa que incluiu encontros com a Administração do Hospital de Braga e sindicatos – Sindicato dos Médicos do Norte, Sindicato dos Enfermeiros de Portugal, Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte e a União de Sindicatos de Braga – e a participação numa Tribuna Pública em defesa da Maternidade do Hospital de Vila Nova de Famalicão.
Relativamente ao Hospital de Braga foi possível verificar que “o que impede o hospital de prestar um melhor serviço às populações é o resultado das políticas de direita, que o Governo do PS não parece querer inverter. Faltam médicos, enfermeiros e auxiliares. Os atuais profissionais de saúde não vêm as suas carreiras devidamente dignificadas. Faltam meios técnicos. Faltam condições para internalizar mais serviços que continuam contratualizados com privados”
O fim da PPP que geria este hospital foi uma importante decisão para a qual “foi decisiva a constante intervenção do PCP. Como era de prever, desde então mantém-se uma feroz batalha de propaganda, desvirtuando factos, omitindo dados fundamentais, explorando carências reais que persistem, procurando confundir a população e criar as condições para fazer andar para trás o que luta e a contribuição do PCP fizeram andar para a frente”.
A delegação do PCP recordou a proposta de investimento na ampliação das instalações do hospital que apresentou em discussão do Orçamento do Estado para 2022 e que mereceu a rejeição de PS, PSD, IL e Chega.
Para além de João Dias e Bernardino Soares, integraram também a delegação do PCP Bárbara Barros, Vereadora da Câmara de Braga, e João Baptista, membro da Assembleia Municipal de Braga.
Em Famalicão, na Tribuna Pública “Salvar o SNS, Não a novos cortes e encerramentos!”, os intervenientes abordaram a circunstância de que a pretexto da conclusão de um estudo elaborado pela Comissão para Reforma das Maternidades e informação pública de recomendações de novos cortes no Serviço Nacional de Saúde, estarem em circulação diversas notícias que apontam a possibilidade de encerramento da Maternidade do Hospital de V.N. Famalicão.
“Novos cortes e encerramentos não vão resolver os problemas existentes, vão antes acentuar as limitações atuais. Novos cortes e encerramentos vão apenas contribuir para aumentar o negócio para os grupos privados da saúde!”.
O PCP expressou “uma profunda preocupação pelo facto do Governo do PS não ter ainda rejeitado publicamente a possibilidade de encerramento da Maternidade e terminado assim com a especulação em torno desta matéria, que apenas contribui para a campanha perniciosa em curso movida por sectores políticos e sociais empenhados na crescente privatização do SNS com o intuito de promoverem o negócio da doença”.
Foram sublinhadas as boas condições que a Maternidade oferece às parturientes e às famílias, resultado das recentes obras de melhoramento dos espaços onde funcionam os serviços de Ginecologia e Obstetrícia do hospital.
Foi recordado que “a população de V.N. Famalicão tem vindo a ser prejudicada com encerramentos de unidades de saúde, de que são exemplos os centros de saúde de Landim, Arnoso Santa Maria, e com as consequências das políticas de desinvestimento levadas a cabo por sucessivos governos PS, PSD e CDS”.
Nesta ação, para além de João Dias e Bernardino Soares, usaram ainda da palavra Hélder Matos, da Comissão Concelhia de V.N. Famalicão do PCP, e Tânia Silva, membro da Assembleia Municipal de V.N. Famalicão.
