Os Municípios de Amares e de Chibuto (em Moçambique) assinaram, hoje, um protocolo de cooperação em áreas como educação, ação social e alterações climáticas. “Não é um protocolo para ficar no papel”, garantiu o presidente da câmara de Amares.
Manuel Moreira deixou a garantia “de fazermos tudo o que estiver ao nosso alcance para vos ajudar. Não estamos numa altura economicamente fácil, o mundo vive uma situação complicada, mas estamos disponíveis para vos ajudar dentro das nossas possibilidades”.
A ideia da junção dos dois Municípios partiu de Bernardino Silva, professor do Agrupamento de Escolas de Amares e responsável pelo projeto solidário ‘Missão (Am)ares’ “um projeto feito no Agrupamento que tenta enraizar nos alunos o compromisso de se envolverem no voluntariado”.
Arrancou em 2016 em Chibuto ‘apenas’ como concretização de voluntariado e chegou a 2019 com a criação de uma marca própria através do lançamento do Banco Local de Voluntariado, uma ideia pioneira no país africano, e que já tem local e jovens participantes. Foi para conhecer esta e outras realidades que a delegação de Chibuto esteve em Amares.
O presidente do Município de Chibuto, Henrique Albino Machava, começou por dizer que “sentimo-nos em casa quando vimos a Portugal, é o nosso pai. Não há nada que nos possa colocar longe daqueles que falam a mesma língua”.
Com o processo de municipalização ainda a dar os primeiros passos, o autarca revelou que o protocolo de cooperação “é do conhecimento do Governo moçambicano” e espera que “este seja o ponto de partida para troca de experiências entre dois municípios pequenos, mas Amares está mais maduro e pode-nos ajudar nesse processo”.
A erosão dos solos é um dos grandes problemas de Chibuto: “queremos ajuda na resolução ou solução para este problema”, efeito que o protocolo pode vir a ter uma vez que irá permitir que a autarquia amarense concorra a projetos comunitários ou estabeleça protocolos com universidades.




