Pedro Costa e Valéria Silva, vereadores do PS na câmara de Amares votaram contra o contrato de eficiência energética, que prevê a substituição das lâmpadas comuns por led’s e uma redução de 72% na fatura de eletricidade.
Valéria Silva argumenta que “o contrato não é vantajoso para o Município” e que deveria ser este “a fazer a substituição das lâmpadas”. “Se a câmara alega não ter capacidade financeira para isso, poderia fasear a substituição, tipo 1000 lâmpadas por ano, começando logo a poupar”. Dinheiro que “poderia permitir a realização de candidaturas para este fim ou para outras obras que se achassem necessárias”.
Este assunto, que anda há dois anos a ser discutido em sede de reunião de executivo, mereceu, também, fortes críticas de Pedro Costa: “é uma questão que me preocupa e não posso votar favoravelmente porque o contrato representa um enorme risco, no futuro”.
Segundo o Vereador socialista, compete à câmara “assumir os incumprimentos, debitando depois na empresa, quando este deveriam ser imputáveis à empresa”. O facto de quatro das cinco concorrentes terem desistido do concurso “é mais um sinal”.
No entanto, “a principal razão é que este é o pior momento para fazer um contrato deste tipo, com indefinição no preço energético, uma inflação de custos. Quanto vamos ter que reembolsar daqui a meia dúzia de anos?”, questionou o vereador. “Os custos vão explodir e daqui a uns anos pode ser impossível cumprir este contrato”.
Já Emanuel Magalhães optou por votar a favor: “desde que o interesse público esteja salvaguardado não vejo problema” pedindo que “haja alguma cláusula que permita abandonar o acordo em caso de incumprimento da empresa”.
Manuel Moreira, ao ‘Terras do Homem’, o contrato irá “aumentar a eficiência energética na utilização final da energia em diversos equipamentos municipais”, lembrando que “irá permitir uma poupança de 72%. Mesmo que haja um aumento de preço da energia esta percentagem mantêm-se durante os dozes anos em que vigora o contrato”.
As avarias terão que ser resolvidas em 72 horas, um espaço temporal que os vereadores querem reduzir para 48 horas, mas que só poderá ser negociado na altura da assinatura do contrato, “uma vez que o concurso público previa as 72 horas”.
