Minho

Hospital de Braga desenvolve esforços para voltar a assegurar ecografias obstétricas de 2º trimestre

O Bloco de Esquerda reuniu com a administração do Hospital de Braga. A unidade hospitalar está a envidar esforços para voltar a assegurar a realização de ecografias do segundo trimestre a todas as grávidas do distrito referenciadas para o hospital.

Recurso a privados não permitiu ultrapassar o problema. Bloco vai questionar o Governo e considera que têm que ser encontradas soluções para esta situação que acontece não apenas em Braga mas em vários hospitais do país.

O Hospital de Braga assegurava a realização de ecografias de primeiro e segundo trimestre a todas as grávidas do distrito que eram referenciadas para esta unidade hospitalar. No entanto, há alguns meses deixou de o conseguir fazer, situação que levou o Bloco de Esquerda a questionar o Governo bem como a reunir agora com a administração do Hospital.

“Foi possível constatar que o Hospital de Braga tem vindo a desenvolver múltiplos esforços para ultrapassar esta situação. De facto, o hospital tentou, sem sucesso, contratar mais obstetras com diferenciação para assegurar ecografias obstétricas. Tentou também recorrer a entidades privadas que pudessem assegurar estas ecografias; apenas o Hospital da Luz em Guimarães se mostrou disponível, tendo efetuado cerca de dez ecografias semanais, durante duas a três semanas até que indicou não ter mais disponibilidade para continuar este serviço”, referiu o deputado José Maria Cardoso.

O Hospital de Braga tem recorrido a produção adicional dos seus obstetras para continuar a assegurar as ecografias do primeiro trimestre bem como as do segundo trimestre às grávidas acompanhadas no Hospital de Braga.

O Bloco de Esquerda reconhece “o profundo esforço dos profissionais do Hospital de Braga que todos os dias trabalham para garantir os melhores cuidados de saúde a toda a população”.

“Consideramos fundamental que a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) seja assegurada, pois só o SNS é capaz de garantir qualidade e equidade no atendimento, como esta situação bem ilustra: uma unidade privada de saúde assegurou dez ecografias por semana durante poucas semanas até ter abandonado este serviço”.

O Bloco de Esquerda vai questionar o Governo: “é essencial que o Governo diligencie para encontrar soluções de modo a que todas as mulheres grávidas possam ter o devido acompanhamento no âmbito do SNS. A situação vivida no hospital de Braga repete-se em várias unidades hospitalares do país e tem que ser ultrapassada”.

O Bloco de Esquerda esteve representado nesta reunião por José Maria Cardoso (dirigente nacional e distrital, deputado na Assembleia Municipal de Barcelos), Cristina Andrade Carvalho (dirigente distrital e concelhia, deputada na Assembleia Municipal de Braga) e Manuela Airosa (dirigente distrital e concelhia, deputada na Assembleia de Freguesia de Maximinos, Sé e Cividade).

Hospital de Braga
O Hospital de Braga é uma Entidade Pública Empresarial (EPE) que integra o Serviço Nacional de Saúde (SNS). É um hospital central com urgência geral, pediátrica e obstétrica/ginecológica que presta cuidados de saúde a mais de 270 mil pessoas em referenciação direta e a mais de um milhão em primeira e segunda linha de referenciação. Aqui trabalham mais de 3300 pessoas.

Relativamente à rede de referenciação de ginecologia e obstetrícia, o Hospital de Braga é a primeira referência para todas as utentes de Braga e do Hospital de Santa Maria Maior em Barcelos e a segunda unidade de referência para utentes dos Centros Hospitalares do Médio Ave, Alto Ave e do Alto Minho.

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