A ligação, por Ecovia, entre a praia do Mirante e a Praia do Faial, deu, hoje, o pontapé de saída para mais 2,5 quilómetros. A cerimónia contou com a presença do presidente da CCDRN, António Cunha, e a bênção esteve a cargo do padre jesuíta Luís Providência. Os alunos do Agrupamento de Escolas de Prado abrilhantaram a cerimónia com a recitação de dois poemas: um sobre o rio e outro de Eugénio de Andrade.
Com um investimento a rondar um milhão de euros, dos quais 300 mil são financiados, a obra tem que estar concluída até 30 de junho. Com este troço, Vila Verde fica com quilómetros da Ecovia que liga Esposende a Terras de Bouro. “Fica a faltar a ligação da praia do Mirante à ponte de Prado e depois até à praia do Gaião, em Cabanelas”, referiu a autarca, Júlia Fernandes que espera que o novo quadro comunitário possa contribuir para a sua conclusão.
A ligação a Cabanelas tem projeto pronto e um custo previsto de dois milhões de euros, já a ligação à ponte de Prado, ainda, está em negociações com os proprietários, “mas vamos chegar a bom porto”. Recorde-se que o troço entre Porto Carrero e o Mirante está, praticamente, concluído.

“Trata-se de uma obra estruturante na estratégia de valorização das imensas potencialidades naturais do nosso território. Efetivamente, as margens dos cursos naturais de água que percorrem o concelho de Vila Verde apresentam um manancial de oportunidades que não podemos desperdiçar, não apenas para fruição de todos os Vilaverdenses, mas também tendo em vista o desenvolvimento do turismo local e de toda esta bela região onde nos encontramos inseridos”, referiu a presidente da câmara.
Júlia Fernandes acrescentou, ainda, que “a par da ligação entre áreas de relevante interesse ambiental, esta ecovia vai ainda promover a atividade física em ambiente descarbonizado e com maiores níveis de segurança e de conforto. Será, pois, possível, conciliar o usufruto do espaço infraestruturado com o fundamental propósito de conservar a biodiversidade, tal como a preservação e valorização do património histórico-cultural. É evidente que tudo o que conseguirmos fazer para reduzir os impactos nefastos, para a saúde e para o ambiente, dos meios de transporte motorizados que utilizam combustíveis fósseis, promovendo outro tipo de mobilidade bem mais sustentável, é sempre uma opção de desenvolvimento com os olhos postos no presente, mas igualmente no futuro. Com mais este investimento, estamos, sem dúvida, a alavancar a sustentabilidade ambiental e económica do nosso território e a promover a atividade turística concelhia”.

A Ecovia do Cávado e Homem desenvolve-se ao longo dos concelhos de Esposende, Barcelos, Braga, Vila Verde, Amares e Terras de Bouro. Compreende a Ecovia do Rio Cávado, com 55 kms de extensão, e a Ecovia do Rio Homem, com uma extensão de 20 kms. O objetivo será ligar a Ecovia Litoral Norte ao Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Esta Ecovia, em conjunto com as Ciclovias Intraurbanas do Cávado e Corredores Cicláveis, estrutura uma estratégica global para o território e a promoção de modos suaves de deslocação.
Já António Cunha referiu “o cenário que relativiza todas as palavras e que os utilizadores vão poder usufruir”, destacando a importância para Vila Verde desta Ecovia, inserida “num espaço muito usado pelas pessoas”. O presidente da CCDRN tem esperança que “ainda possa estar aqui no troços que faltam concluir”, de preferência com financiamento europeu.

