Um total de 36 trabalhadores foram notificados de despedimento pela Felpos Bomdia, em Vizela. Estes funcionários, alguns com dezenas de anos de casa, foram surpreendidos, na sexta-feira, com cartas de despedimento com efeito a partir de sábado.
Os trabalhadores questionam a injustiça e a legalidade dos despedimento feitos sem pré-aviso e sem autorização do administrador de insolvência.
Os trabalhadores da Felpos Bomdia não receberam o subsídio de Natal de 2022. Este ano, só receberam parte do salário de janeiro e têm os ordenados de fevereiro e março em atraso.
Na empresa trabalham cerca de 100 trabalhadores, com diversas situações de casais cuja única fonte de rendimentos são os seus salários desta empresa.
A Felpos Bomdia atravessou um processo de insolvência e, de acordo com a comunicação social, há desentendimentos entre accionistas e administradores, com consequências negativas na gestão da empresa.
A lista provisória de credores da Felpos Bomdia aponta para uma dívida a rondar os 2,5 milhões de euros, alguns a pequenas e microempresas da região. No próximo dia 11 realiza-se assembleia de credores.
Fundada em 1933, a Fábrica de Tecidos de Viúva de Carlos da Silva Areias & Cª, mais conhecida como Felpos Bomdia. Desde 1973, mudou a produção para uma unidade de grandes dimensões, à entrada de Vizela.
Perante esta situação, o Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República questionou o Governo através de perguntas escritas. Os deputados do PCP reclamam esclarecimentos sobre se tem o Governo acompanhado o processo de insolvência da empresa e que medidas tomou ou pensa tomar para a defesa dos postos de trabalho referidos e para o apoio a estes trabalhadores?
A Comissão Concelhia de Vizela do PCP expressa a sua solidariedade com os trabalhadores da empresa e apela à sua unidade na luta pelos seus direitos.
