A companhia aérea nacional da Nova Zelândia vai criar uma cabine ‘skynest’ na qual os viajantes ficam suspensos a alguns metros dos seus ‘companheiros de sono’ em cápsulas.
A companhia aérea nacional da Nova Zelândia vai cobrar entre 250 e 380 dólares (227 e 345 euros) por quatro horas numa cabine com beliches para seis pessoas em classe económica, em voos de longo curso, no que considera um projeto “pioneiro a nível mundial”.
O protótipo de cabine ‘skynest’, inaugurado esta semana pela Air New Zealand, mas que apenas estará disponível a partir de setembro de 2024, coloca pessoas que dormem durante voos em estreita proximidade. Os viajantes ficam suspensos a alguns metros dos seus ‘companheiros de sono’ em cápsulas que não são totalmente fechadas, embora fiquem protegidos por uma cortina que os separa uns dos outros.
De acordo com companhia aérea neozelandesa, num comunicado citado pelo The Guardian, cada cápsula inclui uma almofada, lençóis e um cobertor. A roupa de cama será mudada entre cada sessão, sendo concedido um período de transição de 30 minutos para o efeito. “As luzes acender-se-ão suavemente no final de cada sessão e a tripulação acordará educadamente todos os passageiros que adormecerem”, referiram.
Os passageiros só poderão reservar uma sessão por voo, pelo que aqueles que esperam dormir oito horas completas não o vão poder fazer. As camas também só podem acomodar uma pessoa de cada vez.
Leanne Geraghty, diretora de vendas e clientes da Air New Zealand, afirmou que as novas cápsulas são outro exemplo de como a companhia aérea “está a ultrapassar os limites do possível”.
“Ainda estamos a trabalhar nos detalhes exatos do processo de reserva e ainda não determinámos o preço. Nesta fase, estamos a pensar em cerca de 250 e 380 dólares [227 e 345 euros] para um período de quatro horas”, referiu ainda.
As cabines serão lançadas nos voos de longo curso da companhia aérea, começando com as rotas de Auckland para Nova York e Auckland para Chicago, ambas com mais de 15 horas de voo.
As cabinas serão introduzidas nos oito novos Boeing 787-9 Dreamliners da companhia aérea, que deverão chegar ao país a partir de 2024.
