Amares

Ministério Público investiga situação de estudantes africanos em Amares

O Ministério Público está a investigar a situação dos estudantes africanos em Amares. Os relatos que vão chegando às redes sociais e às entidades públicas dão conta de jovens a passar fome e a viver em condições precárias. A situação é do conhecimento da câmara municipal, como confirma a vereadora da Ação Social, Cidália Abreu.

No entanto, a situação “é mais complicada” e a autarca pediu a intervenção do Ministério Público. “Chamamos para uma reunião a responsável do centro de formação onde estão inseridos os alunos e demos a conhecer os relatos que nos chegaram. Ela respondeu que os alunos estavam em situação legal, que houve um atraso no pagamento dos primeiros meses da bolsa, mas que agora está tudo em dia”, incluindo que “o angariador dos alunos é conhecido por todos”.

Espalhados por Lago, Rendufe e Caldelas, os alunos estão a viver em quartos ou em casas partilhadas. Cidália Abreu revelou que “os casos pontuais, e reforço pontuais, que tivemos de alunos a passar fome foram imediatamente respondidos através da Arca dos Sonhos”. Mas vai mais longe: “o que eles dizem é que vieram para com determinadas promessas que agora não estão a ser cumpridas”.

As contas são fáceis de fazer: os alunos recebem cerca de 500 euros de bolsa, dos quais 200 euros são para pagar o quarto e 60 para o passe do autocarro. “O que sobra, e eu reconheço que não é muito, é para alimentação e outras compras”, acrescenta a Vereadora.

A CPCJ foi, também, acionada, pela alegada existência de menores, e “está a acompanhar o caso, ainda, que estes alunos tenham um tutor mais velho, um alegado professor, devidamente referenciado”. Cidália Abreu confirma, ainda, que as assistentes sociais foram “a todas as habitações onde moram estes alunos e a grande maioria disse que não passava fome”.

Ainda, segundo a autarca, e porque “há muitas perguntas por responder”, o caso foi primeiro denunciado ao SEF, que confirmou que todos os alunos estão em situação legal, e depois ao Ministério Público que abriu um processo de averiguações.

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