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Protesto ‘A Crise Aumenta, o Povo não Aguenta’ desfilou em Guimarães

Inserido numa jornada nacional de luta com acções um pouco por todo o país sob o lema “A Crise Aumenta, o Povo não aguenta”, o Movimento Os Mesmos de Sempre a Pagar realizou esta manhã uma concentração e desfile em Guimarães. A ação teve simbolicamente inicio nas imediações do Pingo Doce junto aos Bombeiros, na Alameda Dr. Alfredo Pimenta, passou por agências do MIllenium e do BPI, e terminou no supermercado Bolama, na Rua Paio Galvão.

“Como bem se nota, a crise não toca toda a gente da mesma maneira, estamos todos no mesmo mar, mas não vamos no mesmo barco. Uns pagam e outros lucram e muito, vejam-se os lucros da GALP, do Pingo Doce, Sonae, da EDP, dos Bancos, das Seguradoras…”, como referem, em nota à imprensa, a organização.

“O custo de vida continua a subir! Aumentos que acumulam com novos aumentos! Os preços dos alimentos, da energia, das telecomunicações, da habitação, sempre a subir! O Banco Central Europeu continua a aumentar as taxas de juro! Com estas opções quem vai sofrer mais são aqueles que trabalham e que vão ter que pagar os empréstimos das casas a preços mais elevados”.

Acrescentam: “os trabalhadores têm mais dias sem chegar o ordenado e os senhores do dinheiro estão fazer desta crise uma nova oportunidade para espremerem ainda mais quem trabalha. Se é necessário pagar a crise, então que se comece pela contribuição daqueles que em todas as crises se enchem à custa da desgraça da maioria”.

O Movimento Os mesmos de sempre a pagar reclama, entre outras, medidas como o controlo dos preços de bens e serviços essenciais, aumento geral dos salários e reformas e participação dos lucros dos bancos na comparticipação do aumento das prestações de habitação.

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