O Plano de Operações Sub-Regional do Cávado do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, foi apresentado no passado mês de maio na Vila do Gerês e elencou os meios aéreos para os diferentes níveis de empenhamento operacional que estão disponíveis no centro de meio aéreos da sub-região do Cávado, localizado na freguesia de Palmeira, no município de Braga.
A CIM Cávado, não obstante a forma como foi gerida a transição dos Comandos Distritais para sub-regionais por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, sempre manteve uma relação cordial e de total disponibilidade com as estruturas operacionais no território considerando o mote da salvaguarda de pessoas e bens.
Por esse motivo, foi com absoluta e total estupefação, que a CIM Cávado e os Municípios seus associados tomaram conhecimento, da decisão da deslocalização do Helicóptero Bombardeiro Ligeiro, previsto para o Centro de Meios Aéreos de Braga, para o Centro de Meios Aéreos de Vila Nova de Famalicão.
Esta deslocalização interfere diretamente com a raio de atuação, dos 40 km para o ataque inicial, no município de Esposende, mas sobretudo nos que estão localizados a norte da NUTS III Cávado em particular nas freguesias de Vila Verde e Terras de Bouro.
Estes municípios apresentam áreas extensas com suscetibilidade e perigosidade de incêndio rural elevado, e propicias a incêndios de grandes dimensões, o que contraria a meta do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, que pretende reduzir a percentagem dos incêndios com mais de 500ha, abaixo de 0,3% do total de incêndios.
Na sequência da informação obtida, surge ainda a preocupação na vertente da conservação da natureza e biodiversidade, quanto à eficácia do ataque inicial em ocorrências nas freguesias inseridas no Parque Nacional da Peneda Gerês e Reserva da Biosfera, que ficarão desprotegidas.
Com o histórico do número de ocorrências no território da NUTS III Cávado, o Conselho Intermunicipal da CIM Cávado, deliberou por unanimidade, requerer diversos esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna, Secretaria de Estado da Proteção Civil, e Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Considerando a importância de matéria em causa, foram instados a pronunciarem-se o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
