Minho

Paulo Raimundo apela em Braga ao reforço da CDU

A CDU-Coligação Democrática Unitária realizou uma Festa-Convívio na Praia Fluvial de Merelim S. Paio, em Braga. Num ambiente de alegria e confraternização, militantes do PCP e do PEV e muitos amigos da CDU tornaram pequeno este belo espaço de lazer e recreio.

Durante o dia, para além dos comes e bebes em formato piquenique, a animação musical e atividades para crianças e jogos tradicionais também marcaram presença.

Foi neste ambiente de festa que Paulo Raimundo, Secretário-geral do PCP, foi recebido com entusiasmo e afeto.

No momento político da iniciativa, Carmindo Soares, Presidente da União de Freguesias de Merelim S. Paio, Panóias e Parada de Tibães, saudou a realização da iniciativa e expôs as melhorias da Praia Fluvial como um exemplo do resultado do trabalho da CDU e reafirmou o compromisso da sua autarquia em continuar a melhorar o seu território.

De seguida, Bárbara Barros, Vereadora da Câmara de Braga, alertou para o agravamento da situação social no concelho de Braga. Realçando o tema da habitação, criticou a convergência do Governo do PS e da maioria municipal liderada pelo PSD no favorecimento da especulação imobiliária, que torna hoje o acesso à habitação numa impossibilidade para muitos. A eleita da CDU destacou também o contributo dado pela força política que representa para a concretização de medidas para encontrar soluções para o apoio à infância para crianças com deficiência no concelho.

Mariana Silva, da Comissão Executiva do Partido Ecologista Os VERDES, afirmou que os eleitos da CDU no distrito de Braga apresentaram, nas diversas assembleias municipais, moções que defendem para esta população passes a preços acessíveis como acontece nas áreas metropolitanas, fruto do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes Públicos-PART. Esta medida, que tem a marca da CDU, foi, sem dúvida alguma, uma das mais importantes para o Ambiente dos últimos anos, com milhares de carros retirados das estradas, mas ainda não se estendeu a todo o país e, por isso, a CDU vai continuar a lutar para que em todo o território português todos tenham o direito à mobilidade, exigindo para isso investimentos do Governo que tenham em conta as realidades distintas em cada região.

Na intervenção de encerramento, Paulo Raimundo, Secretário-geral do PCP, destacou o papel do PCP na vida nacional. “Que jeito lhes daria que ninguém denunciasse o escândalo de 42% de toda a riqueza estar nas mãos dos 5% mais ricos. Uma concentração à custa dos 3 milhões trabalhadores que ganham até 1000 € brutos por mês, dos 2 milhões de pessoas na pobreza, à custa das 345 mil crianças em risco da pobreza, dos 400 mil idosos que vivem com rendimentos até 551 euros” afirmou. E reforçou “Que bom seria a banca manter os seus 10,7 milhões de euros de lucros por dia intocáveis, enquanto milhares e milhares todos os dias fazem os possíveis, e impossíveis, para aguentar o seu maior bem, a sua casa, o seu teto, com prestações e rendas impossíveis de aguentar. É assim em todo o País, tal como é aqui em Braga”.

Falando sobre a situação do Serviço Nacional de Saúde referiu “Que jeito daria aos que fazem da doença um negócio, que encaixam de transferência do Orçamento do Estado 6 mil milhões de euros, que saem dos nossos bolsos direitinhos para os seus cofres, que jeito lhes daria que o Serviço Nacional de Saúde, apesar de todos os ataques e dificuldades, não fosse defendido com unhas e dentes, pelos seus profissionais, pelos utentes e pelos democratas”.

E apresentou o exemplo do Hospital de Braga “Gastou 13,7 milhões de euros para fazer 19 200 cirurgias em instalações privadas e em misericórdias, uma opção que permitiu ainda assim poupar bastante face à alternativa do cheques-cirurgia. Uma medida imediata que não dispensa o que se impõe, a construção do edifício de cirurgia de ambulatório , proposta do PCP chumbada por PS, PSD, IL e Chega, mas da qual nem nós nem os profissionais e utentes, desistem”.

A questão da TAP não passou ao lado de Paulo Raimundo que sublinhou “Que jeito lhes daria se assistíssemos sentadinhos no sofá à apropriação das riquezas do País e que déssemos por perdida a TAP. A TAP é a maior empresa exportadora nacional e não aceitamos que seja entregue aos interesses do grande capital. Perderiam os trabalhadores, perderia o País. O nosso voto contra o relatório da comissão de inquérito deve-se nem tanto ao que está escrito, mas por aquilo que não está lá, a identificação da privatização da TAP como o que é, um crime político e económico”.

O Secretário-geral do PCP afirmou que hoje é evidente que as soluções que cada um de nós precisa, que as respostas aos problemas do País, não se encontram na maioria do PS nem no PSD e seus apêndices. “Hoje já muitos perceberam que na hora da verdade, lá está o PCP com os trabalhadores e o povo. Na hora da verdade, voto dissonante aqui, abstenção acolá, decibéis mais acima ou mais abaixo, lá estão PS, PSD, IL, CH e CDS, juntinhos e bem unidos para rejeitar as soluções que servem aos trabalhadores, ao povo e ao País. Esta é que é a realidade, o resto é propaganda” concluiu.

O dirigente comunista terminou a sua intervenção com um apelo à mobilização e à luta “se é verdade que é a grande maioria que é alvo da política de direita, que é alvo das injustiças, que é a grande prejudicada com a desigualdade, também é verdade que quando esta enorme maioria, quando os trabalhadores e o povo perceberem a força que têm, quando perceberem a força da sua luta, a força da sua unidade, a força da sua força, então é mais que certo que as coisas vão ter de mudar e essa é a grande potencialidade do momento atual”.

Deixe um comentário