Dia 2
Quinta-feira 24 – O dia começou mais fresco e encoberto, o que fez descer a temperatura, mas não foi só na vertente atmosférica que tudo arrefeceu um pouco. Depois de, no dia anterior, Limp Bizkit terem elevado a fasquia para um patamar bastante alto, a verdade é não era fácil melhorar ou mesmo manter o nível.
Efectivamente, as grandes filas que se formaram um dia antes – sobretudo à medida que foi aproximando a hora dos cabeças-de-cartaz – e que se estendiam desde a entrada até ao outro lado da ponte, para um lado, e até à altura das bilheteiras, para o outro, hoje não existiam de todo. Era relativamente fácil e rápido entrar no recinto.
Num dia com mais música electrónica, DJ Set’s, electro house, dance-punk, rock alternativo, metal alternativo e outras coisas alternativas, foram os Nowhere to be found que tiveram honras de abertura, ainda cedo, com pouco público. Esforçados, os portugueses são uma banda a seguir com atenção e que pode ter futuro.
Entre The Bloody Beetroots DJ Set e Millencolin, actuou a banda com maior cartaz para o este dia, The Prodigy. Os britânicos estiveram à altura e, diante de uma audiência animada, puseram tudo aos saltos, a dançar e a cantar.
Poderá sempre discutir-se a inclinação de um festival com a tradição rock de Vila de Mouros para este tipo de música, mas a verdade é que cada vez mais os responsáveis destes eventos procuram alargar o espectro de géneros e estilos que incluem nas suas produções, e certamente terão os seus argumentos.
Ainda a propósito do dia anterior, falamos com o director do festival, Diogo Marques, que nos foi dizendo: “…ontem tivemos uma assistência calculada em 16 mil espectadores”. A ser verdade a estimativa do director, poderemos estar a falar da maior enchente de sempre para um primeiro dia do festival de Vilar de Mouros.
A noite fechou com muita animação no palco secundário (palco Lidl), fora do recinto. Aqui, um DJ animou uma boa plateia de “resistentes” até às quatro da manhã.
Amanhã continua.
Texto escrito fora do âmbito do acordo ortográfico de 1990.
Daniel Pinto Coelho







